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Soho Mall, o novo shopping de luxo do Panamá

Passando rápido – e usando o celular, por isso, perdoem-me pelos erros – para avisá-los sobre p mais recente shopping inaugurado na Cidade do Panamá: Soho Mall.

O Soho Mall veio para brigar de frente com o Multiplaza, pois se trata de um shopping de luxo, não só luxo, mas super luxo. Neste novo centro comercial só estão previstas as marcas “bam, bam, bam” do mercado como Michael Kors, Valentino, Louis Vitton e daí pra cima.

Nada de lojas de departamento. A única loja deste tipo no shopping é a Collins e, mesmo assim, é uma loja de departamentos com marcas “chiques”.

O Soho tem cinema Cinépolis só com salas VIP e uma praça de alimentação. Não é gigante o lugar em termos de espaço, mais tem o seu peso em matéria de marcas.

Ele fica bem no distrito bancário-financeiro da cidade, o bairro “Obarrio”, na Calle 50 (em frente ao famoso prédio “parafuso”. E quem está hospedado no Hotel Riu pode ir caminhando.

Por fim, atualmente o lugar está em fase de “soft opening” e muitas lojas ainda estão dando os arremates finais para abrir. Mas com certeza dentro de poucos meses o lugar estará 100%.

Algumas fotos do lugar:

   
    
 

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“De compras” no Panamá: Albrook Mall

Albrook Mall, uma pequena parte dele. Por Anderson Alves
Albrook Mall, todo colorido, uma pequena parte dele. Por Anderson Alves

Bem, vou começar este post específico de compras falando do “Mall” que é considerado por muitos o principal da Cidade do Panamá: o Albrook Mall. Se você não se lembra bem as dicas gerais de compras no Panamá, acesse este post para tirar as dúvidas e lembrar algumas dicas e comportamentos comuns.

Se você se lembra das dicas, aperte seus cintos e embarquemos para o Albrook Mall!

“Todos os caminhos levam ao Albrook”. Não seria exagero dizer isso, uma vez que o Albrook Mall está estrategicamente posicionado junto à saída Oeste da capital (rumo as províncias do interior, sentido Costa Rica), há 5km da Eclusa Miraflores (Canal) e entre  aeroporto nacional de Albrook e (conectado ao) terminal rodoviário da cidade. Além disso, o metrô da capital – que será inaugurado em 2014 – terá sua última estação parando quase ao lado do Albrook. Então não há desculpa para não ir ao Albrook Mall.

Ainda, eu pessoalmente considero o Albrook o shopping “mais democrático” da cidade, há de todos os tipos de loja para todos os tipos de público. Seções do shopping com piso de cerâmica e seções com piso de mármore. estacionamento público gratuito e estacionamento privado coberto com valet parking. Acesso direto ao terminal rodoviário e acesso direto a um Hotel 4 estrelas. E assim todas as classes sociais e nacionalidades convivem bem aí. Um exemplo de igualdade de fazer inveja aos socialistas…

Albrook Mall, foto aérea, Google Maps
Albrook Mall, foto aérea, Google Maps

Salvo engano, são quase 2 quilômetros de shopping. O shopping é basicamente uma linha reta, com dois andares e várias entradas que recebem nomes de animais, mas que não tem lógica nenhuma na sua distribuição (da entrada da Girafa, vai-se a do hipopótamo e a do Koala fica na outra ponta…). Assim, sempre me perco, nunca sei se a ordem do “zoológico” é alfabética, por espécie ou por tamanho. E acho que nunca vou descobrir, o importante é que mais ou menos memorizei os pontos de referencia.

Uma coisa muito interessante, e que você nunca irá ver no Brasil (com seu conceito mais ou menos “elitista” de shopping) é ter duas ou três lojas da mesma marca no mesmo shopping: e isso acontece no Albrook por uma simples razão: o tamanho do shopping. Você está lá, andando no shopping e passa por uma loja da Multimax, por exemplo, aí chega no outro extremo do shopping tem outra loja da Multimax. E realmente confesso que isso ajuda bastante pois, ao pesquisar preços, é muito mais cômodo parar na próxima filial da mesma loja do que ir e voltar nesse shopping imenso!

Outro ponto a se avaliar é a estratégia de ataque às compras. Isso mesmo: recomendo muito traçar uma estratégia de compras pois o shopping é tão grande e são tantas lojas que você pode se perder, se cansar facilmente indo e voltando ou acabar perdendo bons negócios. Minha mãe, por exemplo, numa visita de 3 semanas passou 3 dias completos no Albrook: 1 dia para conhecer e filtrar as lojas do andar térreo. Outro dia só pras lojas do primeiro andar. E no terceiro dia fazer as compras nas lojas que mais chamou atenção. Ainda, se você quiser esmiuçar uma das imensas lojas de departamento, pode colocar mais um dia tranquilo!

Albrook Mall, setor "Classe C", mas com lojas de grife, por assim dizer. Foto por Anderson Alves
Albrook Mall, setor “Classe C”, mas com lojas de grife, por assim dizer. Foto por Anderson Alves
Albrook Mall, setor "chique", entrada do Koala (com piso de mármore). Foto por Anderson Alves
Albrook Mall, setor “chique”, entrada do Koala (com piso de mármore). Foto por Anderson Alves

Então vamos ao resumo do serviço:

  • Conheça o mapa do shopping e as lojas antes de ir ao shopping: acesse o site do Albrook Mall e veja o mapa das lojas para se organizar.
  • As seções do Canguru (K), Koala (K), Pinguim (P) e Panda (P) são as mais calmas e é onde tem as lojas de grife mais caras, como Tommy Hilfiger, Kenneth Cole, GAP, Banana Republik e as lojas de departamento Felix Maduro e Stevens (que vendem Ralph Lauren, Michael Kors, roupas e perfumas e bolsas, entre outros), Loja da Nike e da Apple, por exemplo.
  • As demais seções do shopping são as que tem acesso direto ao Terminal Rodoviário, por isso o poder aquisitivo do público que se concentra ali é mais baixo, assim as lojas são mais populares, mas claro também se encontra lojas de marca, como Zara, Hilfiger Denim, Adidas… Além das grande lojas de departamento Conway, El Costo e Madison que vendem até produtos falsificados!
  • No geral, os banheiros são pagos. Paga-se USD 0,25 para usar, por pessoa, e a catraca só aceita moedas de 25 centavos (traga trocado). As praças de alimentação do Carrossel (central) e do Cinemark (extremo sul) tem banheiros gratuitos. Mas a rotatividade é tão grande que é impossível manter o banheiro limpo e com bom cheiro, e acredite em mim: você vai sentir prazer em pagar 25 centavos pra usar um banheiro decente!
  • O Shopping tem 5 praças de alimentação. Mas a mais completa e também menos visitada é a que fica perto da Entrada do Koala. Ah, aí os banheiros são pagos!
  • O shopping é repleto de bancos e caixas eletrônicos, então você não vai passar apuros.
  • Infelizmente algumas lojas (como Tommy e outras) tem menor diversidade produtos (justamente pelo perfil do público que visita o shopping). Normalmente outros shoppings tem mais variedade, mas são mais caros também.
  • Nem por isso, o Albrook é um “shopping outlet”. Pelo contrário, só existem uma loja de outlet ai que se chama “Taxi” (ao lado da Victoria Secrets) para quem quer comprar Tommy Hilfiger e Guess principalmente.
  • Se você procura luxo e mais luxo (Valentino, Jimmy Choo, Oakley, Hermés e todas essas marcas caras pra caramba) seu shopping é o Multiplaza, e ponto! PS: mesmo sendo marcas “elitizadas”, digamos assim, seus preços no Panamá ainda são bem mais baratos que no Brasil.
  • Pra facilitar a vida dos compradores, acaba de ser inaugurado, anexo ao Albrook, o Hotel Tryp Albrook Mall.
  • Vale atenção especial: comprar bebidas  o Supermercado Super 99 (no extremo sul, ao lado do Cinemark, pois é mais barato que Duty Free, mesmo com imposto…) e para charutos cubanos, use as lojas em frente a Zara (a um preço super barato).
  • Para comer, nada melhor que a franquia colombiana “Crepes & Wafles” ou um bom assado no “Leños & Carbón”.
  • Produtos Apple, por incrível que pareça, costumam ser mais baratos na Multimax, e não na Loja da Apple!
  • O shopping fica aberto das 10:00 as 19:00h somente, então programe-se!

Boas compras!

PS: um obrigado especial pela valiosa ajuda da minha esposa, Diana, nessa tão difícil arte de categorizar as compras para post!

Crepe Toscano, na Crepes & Waffles, Albrook Mall, em frente ao Cinemark. Por Anderson Alves
Crepe Toscano, na Crepes & Waffles, Albrook Mall, em frente ao Cinemark. Por Anderson Alves

O Panamá turístico: além do Canal e das compras!

1Arquipélago de San Blás, Comarca dos Guna Yala. Imagem por visitpanama.com

Muito provavelmente você ouviu falar do Canal do Panamá, e dos shoppings no Panamá… Mas muito pouco se sabe sobre essa “lenda urbana” que é o turismo no Panamá. Por isso vou dar um “overview” do Panamá turístico, espero poder destrinchar um pouquinho mais cada lugar em futuros posts…

Existe uma competição turística na América Central que é dura, muito dura, principalmente para o Panamá, que faz fronteira com Costa Rica, um país rico em biodiversidade e com uma estrutura turística muito mais avançada. Além de todas as ilhas e países da costa caribenha. O fato é que o Panamá esteve por muitos anos sob influencia dos EUA e recentemente tem colhido os louros da pujança econômica do Canal. Mas felizmente o país esta acordando para o potencial turístico e se dando conta que é preciso diversificar as fontes de renda para crescer.

Assim, quem vem ao Panamá já não precisa ficar mais preso ao feijão com arroz que é “Canal e Compras”. O Menu esta aumento, e os panamenhos estão se profissionalizando nisso, e as opções não deixam de ser interessantes:

fotoAproximação da Cidade do Panamá, por avião. Foto por Anderson Alves

(a) Cidade do Panamá: opção básica, a quem tem mais estrutura turística, ótimos hotéis e restaurantes internacionais. a grande quantidade de turistas e expatriados de todo mundo estão transformando a cidade em uma metrópole, aqui você pode:

  • Conhecer o Canal (eclusa de Miraflores);
  • Fazer compras em um dos seus grandes shoppings;
  • Visitar o Casco Antíguo (O “Pelourinho do Panamá”);
  • Ir a uma autentica noite de Salsa;
  • Ir a uma das festas eletrônicas;
  • Exercer seus dotes fotográficos nas ruínas do Panamá Viejo;
  • Comer em um dos vários restaurantes internacionais de alto nível e preço muito mais justo que do Brasil;
  • Aproveitar um dia de Spa em um dos muitos hotéis 5 estrelas da cidade. Ou em Spas locais;
  • Conhecer como os locais passam suas tardes de domingo no Causeway Amador;
  • Subir o Cerro Ancón, conhecer o Pueblito Afroantillano e tirar uma bela foto panorâmica ao lado da bandeira do Panamá;
  • Fazer uma trilha no Parque Metropolitano;
Agua cristalina do Caribe, aqui tem também!
Agua cristalina do Caribe, aqui tem também!

(b) Praias: Só 80 Km separam o Oceano Pacífico do Mar do Caribe (e o Oceano Atlântico), e em 4 horas de carro você pode sair de uma paradisíaca ilha quase privativa do Caribe (San Blas) para um Resort de Luxo all inclusive no Pacífico. Mar e praia é o que não falta aqui, mas não espere encontrar barracas de praia como as que permeiam a costa do nordeste brasileiro…Caribe,

No Caribe:

  • San Blas (Comarca dos Índios Guna Yala): há 2:30 horas de carro da Cidade do Panamá,rumo ao sul.
  • Bocas del Toro: há 50 minutos de aviao da Cidade, rumo ao norte (perto da fronteira com Costa Rica).
  • Portobelo: praia ao redor do antigo forte que guardava o país.
  • Isla Mamey: um paraíso privado caribenho.
  • Isla Grande: 61km2 há apenas 1 hora do Panamá.

No Pacífico:

  • Islas Contadora e Saboga: o Caribe do lado pacífico.
  • Isla Taboga: para ver as baleias em Julho e Agosto.
  • Playa Bonita: há 40km da Cidade, a praia não é a melhor para banho, mas tem resorts…
  • Punta Chame: Nitro City Resort, resort de esportes radicais para fazer pesca marinha, ter aulas de kite e wind surf e alugar jet skis para curtir o dia. Ótima piscina com brunch e show de rock aos domingos.
  • Santa Clara (San Carlos) e Gorgona: as praias onde os Panamenhos vão.
  • Playa Banca: o centro dos resorts all inclusive e campos de golfe.
  • Las Tablas: centro carnavalesco do Panamá.
  • Las Lajas, Santa Catalina e Playa Venao: onde se realizam os campeonatos internacionais de surf.

DSCF3798Casamento com vistas ao vale, El Valle de Antón. Foto por Anderson Alves

(c) Interior: o interior do Panamá é muito rico e bonito! A vida passa devagar, a natureza é linda, a agropecuária é forte. Aqui as opções são diferenciadas, pra quem quer fugir das praias.

  • Gamboa Rainforest Resort: Resort as margens do canal, em meio a floresta tropical, lugar para ver os bichos e relaxar.
  • El Valle de Antón: paraíso dos panamenhos, onde muitos tem sua casa de campo. A cidade foi construída na cratera de um vulcão milenar desativado. Clima é ameno, seco. Muito verde, a vida passa devagar e tem alguns dos melhores restaurantes do país.
  • Boquete (isso mesmo, Boquete): paraíso dos aposentados, ao pé do Vulcão Barú, com temperatura amena, rica pelas plantações de café gourmet e esportes radicais.

Enfim, há mais no Panamá do que os olhos alcançam. Boa viagem!

A aventura de se pegar taxi no Panamá.

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A América Latina, em grande parte, é uma diversão na hora de se pegar táxi (por assim dizer): em Lima, Peru, se deve negociar a tarifa; em Bogotá, Colômbia, fazer um calculo mirabolante para converter o fator do taxímetro em pesos; em Buenos Aires, Argentina, há de se identificar notas pra evitar te passarem notas falsas de troco… Agora, junte isso tudo, adicione uma pitada de transito caótico e um pouco de loucura e você obterá um taxista Panamenho!

Entender como funciona sistema de táxis da Cidade do Panamá, para um “gringo” (ou Brasileiro – onde os táxis funcionam de maneira ordenada, com taxímetro), é um desafio ao bom senso. E eu, morando aqui há quase dois anos, queria tentar ajudar os visitantes desta aventura.

Tenho que admitir que evito tomar táxi a qualquer custo. Para um residente, ter carro na Cidade do Panamá não é questão de luxo, mas item de necessidade básica. Só que, de vez em quando, a necessidade bate à porta, então a gente tem que se municiar de “jogo de cintura”, esvaziar o saco da paciência, tomar fôlego e ir pra rua…

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1)      A primeira regra universal dos táxis no Panamá é que o táxi não funciona como táxi, literalmente, mas sim como um ônibus ou outro transporte público de massa: leva um monte de passageiros de uma vez. Portanto se desnude de qualquer sentimento de possessão ou egoísmo, pois muito provavelmente seu táxi não vai ser exclusivo seu e você vai ter que dividi-lo com outros passageiros que o taxista vai pegando no meio do caminho. Isso é perfeitamente normal e aceito pelo Governo.

         Risco: Nem preciso dizer que isso aumente o risco de roubo, principalmente para mulheres sozinhas e em corridas noturnas.

         Oportunidade: conhecer pessoas e outros turistas legais durante o caminho!

2)      A segunda regra é que você não define a sua rota e nem escolhe seu táxi: o taxista é quem escolhe o passageiro e define a rota que ele quer fazer até o destino final. Então também é perfeitamente normal você querer ir do ponto A ao C, mas a rota do taxista ir somente até o ponto B, e, nesse caso, ele vai te rejeitar como cliente. Ou, ele pode até aceitar ir ao ponto C, mas antes ele pode querer passar pelos pontos D e E pra aumentar a chance de ter mais clientes e ganhar mais.

          Risco: o tempo de a sua viagem aumentar, diminuindo seu tempo de turismo/compras. Passar muito tempo debaixo do sol procurando táxi.

           Oportunidade: fazer um pequeno “city tour” pelo preço de uma corrida normal.

3)      A terceira regra é sempre negociar o preço! Não existe taxímetro no Panamá, teoricamente eles rodam com base numa tarifa fixa, por pessoa, definida pela Autoridade de Transito (ATT&T) que tem diferença de preço se o táxi roda dentro de uma determinada zona ou se faz ligação entre diferentes zonas. Mas eu confesso que nunca entendi essa tabela, são hieróglifos que não consigo decifrar (e milagrosamente os Panamenhos sabem o preço, pois eles não o negociam: falam onde querem ir, entram no táxi, pagam e descem). Se você vir alguém negociando preço com certeza será um estrangeiro que, como eu não entendo bulhufas da tabela de preços.

4)      Taxista, teu nome é tensão: Fique sempre de olho, taxista no volante é perigo constante! Literalmente eles acham que a rua lhes pertence: param em fila dupla, fazem conversão proibida, andam pelo acostamento… Tá certo que passar o dia neste transito caótico acaba com a paciência de qualquer um, mas tem muito taxista que simplesmente ri na cara do Código de Transito: sabe aquelas regras que existem pra ordenar o tráfego? Pois bem, eles fazem exatamente tudo ao contrário. Por isso o risco de se envolver em um acidente durante uma corrida de táxi é alto, use sempre cinto de segurança e cuidado quando for descer do carro!

5) Ser taxista é saber se virar. No meio da tua corrida o taxista pode parar pra abastecer, pode entrar no drive thru do Mcdonalds pra pedir um lanche, pode fazer um pit stop da loja de conveniência pra trocar o dinheiro pra trocar notas altas. Então, como diria a Marta Suplicy: “relaxa e goza”.

ImagemFoto por charlesharker.blogspot.com

DICAS PARA TURISTAS:

  •  Evite pegar táxi de rua à noite estando sozinho;
  •  Verifique se o táxi não é falso: táxis usam placa laranja na traseira, são sempre amarelos com faixa quadriculada na porta e devem ter o numero para placa gravada na porta;
  •  Ao pegar um táxi, anote sempre o número da placa do carro, se algo acontecer, você tem como fazer um BO (no pior dos casos);
  •  Sempre negocia o preço antes de entrar no carro. Aceite que os taxistas sempre vão cobrar mais caro de turistas, mas, mesmo assim, táxi aqui é muito barato (entre USD 2 a 5 dólares por pessoa, dependendo da distancia).
  •  Diga que você quer o táxi exclusivamente pra você, pague um pouco mais se preciso: sua segurança não tem preço!
  •  Se você estiver de grupo, melhor, pois não há risco de dividir táxi com desconhecidos, assim negocie uma tarifa completa para todos, e não por pessoa.
  •  Escolha bem o táxi. Busque táxis mais novos e, já que você vai pagar mesmo, exija o ar condicionado ligado!
  •  O táxi do aeroporto, na verdade, é uma van, e não um carro. Assim você pode escolher ter a van privativa pra você, ou dividir a Van com outros passageiros do aeroporto. Em Julho/2013, o preço individual do aeroporto as áreas dos Hotéis ficava em cerca de USD 30,00. Se dividir o preço pode cair até USD 17,00 por pessoa. Assim, talvez valha a pena reservar um shuttle com alguma agencia de viagens. Pesquise sempre!
  •  Em alguns lugares turísticos, pela distancia, você pode encontrar certa dificuldade para pegar um táxi de volta pro seu Hotel, eles são: Eclusa de Miraflores (canal); Calcada do Amador e Ruínas do Panamá Viejo. Assim pode ser melhor você pedir que o taxista te espere.
  •  A maioria dos táxis aqui são velhos e mal cuidados. Quase todos já bateram, por isso seja criterioso na escolha do seu táxi.
  •  tenha sempre notas pequenas (USD 1, 5 ou 10 dólares) pra facilitar o troco!
  •  Se ao invés de usar o táxi, você preferir ônibus coletivo, tudo bem! Mas tenha em mente que os ônibus não aceitam dinheiro, somente cartão recarregável vendido normalmente nos mercados e drogarias.

No final, sorria sempre! Um sorriso e um “buenos dias” sempre quebram o gelo! Vá com calma pois tudo que eles fizerem é coisa normal aqui, e não que eles vão estar de marcação com você. Por fim, ser Brasileiro ajuda: os taxistas adoram o Brasil!

ImagemFoto por panamarta.blogspot.com

“De compras” no Panamá: um guia geral…

http://saintroseudelasspring2011.files.wordpress.com/2011/06/albrook.jpg

Como os nativos dizem “de compras”, e, de verdade, o Panamá é mesmo um “hub” para compradores de toda a América Latina que não querem encarar uma viagem mais longa (ou não tem Visto) para os EUA.

“No Panamá nada se cria, tudo se importa”, des-parafraseando Lavoisier, é inegável a vocação do Panamá para a importação. Também pudera: um país relativamente pequeno, com uma população de 3,5 milhões de habitantes exprimido entre 2 oceanos e tendo que competir com gigantes industrializados como EUA, Brasil e México…

Mas o Panamá está sabendo aproveitar sua posição estratégica, virou um grande entreposto comercial para várias empresas que o usam como ponto de (re)exportação ou distribuição de produtos para toda a América Latina. Por isso mesmo, importar produtos no Panamá é muito simples e relativamente desburocratizado, caso contrário o país não sobreviveria, pois depende de caso tudo que vem que outros países: tirando algumas commodities de agricultura básica, todo o resto precisa ser importado.

Outro grande ponto positivo são as alíquotas de impostos, o que facilita bastante a vida:

  • Alimentos são isentos (0%);
  • demais itens e serviços se paga 7% de imposto (menos imposto que a gorjeta do restaurante!);
  • bebidas alcoólicas pagam 10%; e
  • cigarros e charutos, 15%.

Por isso fazer compras no Panamá não é exclusividade de Brasileiro. Conheço pessoas de várias nacionalidades latinas que, aproveitando uma conexão aqui no Panamá (PTY para simplificar), passam o dia “de compras” no Albrook Mall.

https://i1.wp.com/panamacity.travel/wp-content/uploads/2013/08/MultiplazaPacificPanama-1.jpg

Foto cortesia Multiplaza

Assim, esse é o primeiro de alguns posts que devo fazer sobre compras no PTY. Espero poder ajudar os turistas nessa nada mole vida de comprar, comprar e comprar. Por isso começo com umas dicas gerais sobre a arte da compra no PTY:

  •  O comércio é a vocação país. Existem milhares de lojas em todos os lugares pra onde se olha e isso resulta numa coisa impensável pros shoppings brasileiros: ter a mesma loja em diferentes alas do mesmo shopping!
  •  O shopping no Panamá é democrático. Lógico que existem shoppings mais bonitos, com piso de granito, enquanto outros tem piso de cerâmica. Mas são frequentados pelo mesmo tipo de gente, e os aceitam numa boa.
  •  Apesar de ser banhada pelo Oceano Pacífico para a Cidade do Panamá “shopping é praia” – tal qual em São Paulo para os Paulistanos. Sábado e domingo são os dias oficiais de visita familiar ao shopping. É como luta livre achar uma mesa na praça de alimentação na maioria dos shoppings entre 12 e 14h nestes dias.
  •  No Panamá os salários não são pagos mensalmente, mas sim quinzenalmente. Portanto perto do dia 15 e do dia 30 de cada mês as ruas ficam intransitáveis, quilômetros de congestionamento pois todo mundo vai pro shopping ou pras lojas de ruas gastar seu salário (ou pagar as contas). Acho que nem o Dalai Lama teria paciência de ir ao supermercado no dia 15 ou 16 pra comprar um chá.
  •  Da mesma forma, o 13º salário é pago em 3 parcelas, ao longo do ano… Nem preciso dizer o que acontece nessas ocasiões. Assim, aproveitando o pagamento do 13º, as Lojas e shopping usualmente fazem 4 “grandes promoções” durante o ano. Por isso, se você pensa em vir ao Panamá pra fazer compras, os períodos abaixo são os melhores pra pegar as promoções: (as datas exatas podem sofrer alterações)
  1. Entre 15 de marco e 15 de abril.
  2. Entre 15 de julho e 15 de agosto.
  3. Entre 15 de novembro e o Natal.
  4. E logo após a virada do ano .
  •  Como o PTY não produz quase nada, só importa, aqui quase não existem outlets como existem em Miami ou Nova Iorque. Por isso aqui sempre se encontra peças de coleção atual. Os poucos outlets que existem normalmente vendem mercadorias encalhadas e geralmente em tamanhos não muito comerciais.
  •  Ainda em comparação com os EUA, principalmente Miami, aqui os preços são ligeiramente mais altos, entre 15% (eletrônicos) até 25% (roupas) de diferença. Mas também isso não é regra, pois você pode encontrar também produtos com o mesmo preço. O que não se pode comparar é preços de outlet. Outlet nos EUA é imbatível.
  •  Código de barras (e leitor de código de barras) aqui é lenda urbana. Sim, ele existe e você pode vê-lo na etiqueta, ma ele não te quase nenhuma utilidade (fora no supermercado) pois em todas as lojas os/as caixas precisam digitar o código ou o preço manualmente pra registrar a venda. Por isso sempre verifique se estão digitando o produto/preço certo!
  •  Cartão com chip e senha aqui estão chegando somente agora. 90% das lojas e restaurantes usam máquina que lê somente a banda magnética do cartão. Até hoje somente vi uma loja com maquina sem fio. Por isso, principalmente nos restaurantes, se for pagar com cartão de credito fique de olho nele, de preferência, acompanhe até o caixa para evitar clonagem.
  •  Normalmente o VTM (Visa Travel Money) é bem aceito aqui. Você só não vai conseguir usar ele nas lojas de produtos esportivos, pois o sistema deles é automatizado: só libera o pagamentos e informar o nome do dono do cartão. Como VTM não trás o nome do cartão, aí não tem negócio.
  •  Não existe venda parcelada no Panamá. Tudo é pago a vista. Por isso se você pedir para pagar “em cuotas” vai ser via financiamento do rotativo no cartão com o juros abusivo que você conhece bem ai no Brasil.
  •  Como há produtos de todo mundo aqui, conheça a numeração equivalente ao seu tamanho do Brasil (P-M-G) aos números dos EUA e Europa (32-34-36 etc.), principalmente para os tênis, isso vai facilitar muito sua vida.
  •  Os shoppings aqui funcionam de 10 as 19h (algumas lojas ate as 20h) de segunda a sábado. E aos domingos de 10h as 18/19h). Só se fica aberta até as 22/23h no Natal devido a quantidade de pessoas no shopping.
  • Evite as duas primeiras semanas de setembro, pois há feriados judeus e a grande maioria das lojas vai estar fechada em respeito a estes feriados.

 

Escolhendo como ir as compras em Conexão 

  • Em uma conexão de 6 horas ou menos (líquidas), melhor fazer compras no Duty Free do aeroporto. PS: em dias de semana, estenda este horário para até 10 horas líquidas (ou seja, diminuindo-se os tempos de saída da imigração, transporte de ida e volta e re-entrada no aeroporto
  • Em uma conexão de mais de 6 horas (líquidas), vale a pena sair do aeroporto e ir fazer compras na Cidade. Mas ATENÇÃO: se sua conexão for durante um dia de semana, pense bem e considere ficar um dia na Cidade, pois o transito é caótico e mesmo com 10 horas de tempo, isso pode não ser suficiente.
  • Conheça os shoppings da Cidade do Panamá antes de decidir onde comprar, nos seguintes posts:
  1. Metromall (incluindo Los Pueblos) – melhor opção caso tenha conexão curta.
  2. Albrook Mall
  3. Multicentro
  4. Multiplaza

https://i2.wp.com/www.informativoli.com.br/home/tivolitur/public_html/portalnoticias/wp-content/uploads/2011/12/shopping-multicentro-panama.jpg

Por fim, muitos brasileiros se frustram vindo ao Panamá porque não conseguem aproveitar ao máximo as oportunidades que aqui existem. Não estou dizendo que é o melhor lugar no mundo e que via de regra você vai ter uma viagem sempre agradável e a melhor experiência de tudo…

Pelo contrário, em geral o jeito de ser do Panamenho pode parecer meio grosso pra gente, principalmente no setor de serviços (especificamente os garçons). Mas a coisa pode se complicar muito pro falta de conhecimento do idioma espanhol e principalmente por causa de expressões idiomáticas que podem causar muita confusão…

Um exemplo, outro dia estava numa loja e tinha uma brasileira querendo ajuda da vendedora, e a brasileira insistia em chamá-la de “moça”, mas a moça não se dava conta que era com ela e simplesmente não atendeu a brasileira… O que acontece é que “moço” em espanhol é “mozo” que em alguns países se usa pra chamar o garçom muito coloquialmente e em outros países pode ter conotação sexual (prostituta ou gigolô). Por isso a brasileira saiu com raiva da loja, mas na verdade tudo era nada mais que um equívoco. Por isso abaixo vão algumas dicas pra facilitar sua vida enquanto no PTY:

  •  A palavra “shopping” que usamos no Brasil para falar do local, aqui é a ação (verbo) de comprar;
  •  Shopping (o local onde se faz a compra) se diz “Mall” ou “Centro Comercial”.
  •  Não chame a vendedora ou o garçom de “moço”, mas sim de “jovem”.
  •  Também não os chame de “chico” como os Argentinos ou Uruguaios falam, pois pega mal.
  •  Aliás, “jovem” é a maneira educada de chamar qualquer pessoa que você não conheça, tendo esta pessoa 20 ou 50 anos. “Senhor/Senhora” é usado para pessoas idosas.
  •  Em espanhol a palavra “propina” significa “gorjeta”. Por isso não se assuste se o garçom ou o motorista te pedirem “la propina”.
  •  Se quer pagar em cartão, diga “tarjeta”. Se quer pagar em dinheiro, diga “efectivo”;
  •  A senha do cartão é o “pin” (caso necessite pagar em débito); e
  • Em caso de serviços, restaurantes, a gorjeta (propina) não vem adicionada na conta e é costume dar entre 10 a 15% de gorjeta se você foi bem atendido.
  • Os principais shoppings da cidade tem App. para smartphones que são uma “mão na roda” para achar promoções e se localizar dentro do shopping.

Principais centros comerciais:

  • Albrook Mall: shopping, o maior da Cidade;
  • Multiplaza Mall: shopping, o mais “chique”;
  • Multicentro Mall: shopping, o mais vazio;
  • El Dorado Mall: shopping, para celulares e eletrônicos;
  • Metromall: shopping, o mais próximo do Aeroporto (7km);
  • Los Pueblos: centro comercial aberto, onde se misturam outlets, lojas de departamento e produtos falsos;
  • Via España: comércio de rua tradicional;
  • Casco Antíguo: para artesanatos.

A “estrela” do Panamá: O Canal e sua eclusa de Miraflores.

180graus do Canal

180 graus na Eclusa Miraflores: foto por Anderson Alves

Você pode conhecer nada ou quase nada do Panamá, o país, mas com certeza deve ter ouvido falar do tal “Canal do Panamá”. O engraçado é que mesmo tendo essa referência sobre o Panamá, pouca gente na verdade se dá conta da grandeza e da importância do Canal do Panamá, não só pro Panamá, mas para o mundo.

O Canal do Panamá vai muito além da eclusa de Miraflores (somente uma das três eclusas do canal). O Canal liga o oceano Pacífico (24 centímetros mais alto) ao Atlântico, e tem cerca de 80km de extensão. Em toda sua extensão existem 3 conjuntos de eclusas: (no sentido Atlântico-Pacífico) a de Gatún, a de Pedro Miguel, a de Miraflores.

Pelo Panamá passa cerca de 14% do comércio mundial, cada navio pode pagar até USD 400.000 de pedágio para cruzar o Canal (depende do tamanho e peso, sendo que o Canal funciona 24 horas por dia, os 7 dias da semana, passando uns 20 mil navios por ano…)

CanalMapa

Em 1878 a França iniciou os trabalhos de construção do Canal, mas era um desafio dantesco para aquela época, além de ter que vencer a geografia natural, surtos de febre amarela e malária mataram milhares de trabalhadores “importados”.  Após 4 anos, a iniciativa faliu.

Em 1903 o Panamá proclamou sua independência da Colômbia, e sob tutela dos Estados Unidos reiniciou-se a construção do Canal (como é hoje). A descoberta da penicilina e do método de transmissão da malária foram então importantes para combater as doenças tropicais e, em 1913, o Canal foi inaugurado, sendo que o controle da Zona do Canal era dos EUA.

Por fim, em 1999 os EUA devolveram o controle do Canal ao Panamá (no que é considerado, por muitos, sua “terceira independência”) e hoje é totalmente administrado pelos Panamenhos por meio de uma Autoridade independente do Governo Nacional.

Visita ao Canal.

Ok, são 80 km de extensão. Mas não se desespere: você não precisa passar o dia na estrada pra conhecer o Canal, pois a Eclusa de Miraflores está dentro do perímetro urbano da Cidade do Panamá e permite o acesso – com estrutura – turística.

Paga-se cerca de USD 5,00 por pessoa de entrada e você pode passar o dia vendo os navios indo e voltando…

Camera 360Canal do Panamá, antigo Fort Clayton. Foto por Anderson Alves

Dicas de visita à Eclusa de Miraflores:

– Há um restaurante no terceiro piso onde se pode ver melhor (por cima) os navios (e não somente ao nível do solo). O restaurante serve tanto Buffet de almoço como pratos a la carte. Vale a pena passar um tempo ai, mas o Buffet é caro (USD 20,00 por pessoa): prefira os pratos a la carte que saem mais em conta e eu acho mais gostoso!

– Aproveite o museu que conta a historia do Canal, tem fotos interessantes e amostras de materiais usados na construção.  No segundo piso tem uma cabine de navio que simula como è a visão da tripulação na torre de comando ao passar pelo Canal (vale pra tirar fotos).

– Se quer comprar lembranças, aproveite a lojinha, pois quase não se encontra material com referencia do Canal, especificamente, na cidade (acho que eles já enjoaram de serem ligados somente ao Canal).

– Dispense o filme que é exibido na eclusa, é material puramente comercial, toca muito de leve na historia do Canal. Você encontra material muito mais interessante na exibição do segundo andar ou até mesmo na Wikipédia.

– Se você está de carro você pode ir até a Eclusa de Pedro Miguel (a uns 7 km de distancia da de Miraflores). Não tem estrutura turística, mas o alambrado fica ao lado da eclusa, você pode ver o navio bem de perto e de graça! Pode estacionar ali mesmo (isso se você só quer somente ver o navio subindo e baixando e tirar fotos da eclusa funcionando, sem fazer questão de visitar o museu que Miraflores tem).

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Como chegar:

– Meio mais barato: táxi! (devem te cobrar uns USD 25,00 ida e volta)

– Meio mais turístico: ônibus turístico “hop on, hop off” que custa USD 29,00 por pessoa, mas passa por outros locais turísticos e você pode subir e descer quando e quantas vezes quiser.

– Meio mais caro: por meio de pacote com agencia de viagens.

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