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Soho Mall, o novo shopping de luxo do Panamá

Passando rápido – e usando o celular, por isso, perdoem-me pelos erros – para avisá-los sobre p mais recente shopping inaugurado na Cidade do Panamá: Soho Mall.

O Soho Mall veio para brigar de frente com o Multiplaza, pois se trata de um shopping de luxo, não só luxo, mas super luxo. Neste novo centro comercial só estão previstas as marcas “bam, bam, bam” do mercado como Michael Kors, Valentino, Louis Vitton e daí pra cima.

Nada de lojas de departamento. A única loja deste tipo no shopping é a Collins e, mesmo assim, é uma loja de departamentos com marcas “chiques”.

O Soho tem cinema Cinépolis só com salas VIP e uma praça de alimentação. Não é gigante o lugar em termos de espaço, mais tem o seu peso em matéria de marcas.

Ele fica bem no distrito bancário-financeiro da cidade, o bairro “Obarrio”, na Calle 50 (em frente ao famoso prédio “parafuso”. E quem está hospedado no Hotel Riu pode ir caminhando.

Por fim, atualmente o lugar está em fase de “soft opening” e muitas lojas ainda estão dando os arremates finais para abrir. Mas com certeza dentro de poucos meses o lugar estará 100%.

Algumas fotos do lugar:

   
    
 

Hard Rock Hotel Panamá: o Hotel que é um destino por si só…

Hoje passo por aqui bem rápido para mostrar a vocês o Hard Rock Hotel Panamá, que eu costumo dizer, é um destino por si só na Cidade do Panamá. É tão verdade que, quando tenho visitas em casa, sempre os levo ao Hotel, seja para uma janta, uns drinks, ou simplismente conhecer a suntuosidade do lugar.

Fachada, Hard Rock Hotel Panama
Quarto do Hard Rock Hotel Panamá. Foto por http://es.paperblog.com/

Aí você me pergunta:
– mas por que isso, Anderson?

Simples:
– porque o Hotel é legal d.e.m.a.i.s!

 

Obs: não se trata de um post publicitário, não ganho nada com isso, por isso passo minha mais pura impressão sobre o local, tanto positiva quanto negativa…

Lobby Hard Rock Hotel Panamá. Fonte: http://www.arrakeen.ch
Lobby do Hard Rock Hotel Panamá
Piscina do Hard Rock Hotel Panamá

Bom, o Hard Rock Hotel é um Hotel novo, tem menos de dois anos de inaugurado, e está localizado bem na parte mais central da Cidade do Panamá, anexado ao shopping Multicentro, ao Hotel Radisson Decapolis e ao um Cassino (todos fazem parte de um mesmo complexo). A vista em si não é da melhores, já que é cercado por dezenas de outros predios e tem vista parcial da Bahia, além de estar ao lado de um rio usado como esgoto (as vezes fede sim ao redor). Mas o Hotel compensa esse com o luxo e a originalidade!

O Hotel está sendo bastante frequentado, até por celebridades! Ele tem uma super piscina com borda infinita onde você pode esbarrar com um lutador de UFC ou um(a) cantor(a) latino(a).

Os quartes são novos e versáteis, a um preco que não é tão astronômico quanto uma pessoa pensa (há promocoes comecando em USD 99,00 por diária).

Toda a decoracão é super descolada, vale muito a pena conhecer o conceito. Mas a festa mesmo acontece no Lobby, restaurantes e bares! Se você estiver em outro Hotel, vale a pena visitar o Hard Rock.

Bares: há 3 bares no complexo:

  • Stage Bar: com música ao vivo, gratuita, e noites de Rock as sextas.
  • Lobby Bar: com ótimos drinks.
  • BITS Rooftop Bar: na cobertura do Hotel, 62o andar, de onde se tem uma visão panorâmica da cidade (a melhor da cidade, mas só abre de quinta a domingo).
Stage Bar. por http://www.arrakeen.ch
Ciao Restaurant. Hard Rock Hote por http://www.arrakeen.ch
Bar BITS (Cobertura). Foto http://www.hrhpanamamegapolis.com/

Boate:

  • Bling: uma das boates mais requisitas da Cidade do Panamá
Boate Bling. Foto de divulgacao.

Restaurantes: existem 4 no local

  • Ciao: para comer pizzas e tapas espanholas inspiradas em frutos do mar
  • Tauro: uma steakhouse
  • Soy: de comida asiática
  • Baazar: comida Bufeet e Brunchs
Restaurante Baazar: the HRH Panamá

Spa e Academia:

Pontos Negativos:

  • Como nem tudo são flores, no geral, o Hotel deixa a desejar um pouco na parte de servicos (já ouvi algumas reclamacoes, também pelo TripAdvisor). Só que servico de baixa qualidade é quase um regra no Panamá…
  • Os drinks são os mais caros do Panamá.
  • Alguns restaurantes são mais caros que a média de outros restaurantes no Panamá.

 

Ainda assim, creio que vale uma visita, pela diversão, há de se “enfiar o pé na jaca” uma vez na vida! Boa viagem!

 

Aeroporto de Tocumen: guia de sobrevivência básica.

Voltando um pouco ao básico do básico, ajudo vocês a desbravarem um pouco o Aeroporto de Tocumen. Tá certo que o aeroporto não é lá essas coisas (de tamanho), mas existem algumas curiosidades e dicas que podem te ajudar a sobreviver um pouco ao estilo de “ser” no aeroporto. Vamos lá:

1)       Pousando:

O Aeroporto de Tocumen é servido por cerca de 28 portões de embarque, separados em 3 alas, sendo duas alas antigas (Norte e Sul) e uma nova Ala (norte), inaugurada em 2012.

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2)      Conexão Internacional:

A lógica de “hub das Américas” adotada pela Copa em Tocumen é a de que, uma vez que você desembarca, não precisar passar pela imigração e reembarcar para ir ao seu novo vôo (como é nos EUA).

Aqui, você desembarca pela mesma ponte de embarque, e já sai na sala de espera do aeroporto, dentro da zona livre, e com acesso controlado. Assim, você já sai do Brasil com 2 check-ins feitos: um até o Panamá e o outro do Panamá até o seu destino final. Sua bagagem também já vai etiquetada até seu destino final.

3)      Free Shop:

Uma vez no aeroporto, há um pequeno shopping com relativa variedade de produtos para você  gastar seu rico dinheirinho. Na parte central do aeroporto (vide Mapa) ficam as maiores lojas de perfumes e eletrônicos, como:

  • La Riviera e Attenza = tradicionais “Duty Free” para perfumes, bebidas, tabaco, chocolate, oculos;
  • Lojas de malas de viagem;
  • Quiosques de celular;
  • Loja da Crocs;
  • Loja da Tommy Hilfiger;
  • Loja da Lacoste;

Nas antigas Alas Sul e Norte você encontra versões expressas (para perfumes e bebidas) das Attenza e La Riviera, além de Cafeterias (como Dunkin Dunots e o Aerobar).

Mas a melhor seleção de lojas agora se encontra na nova Ala Norte (portões 1 a 11): Loja da Sony, Revendor Apple, Quiosques de Celulares, Valentino, Carolina Herrera, Nautica, Versace, Hilfiger, Puma, National Geographic…

Como é de se esperar, os preços do aeroporto são, sim, muito mais em conta que os das lojas brasileiras. No entanto, eles tem preço um pouco mais alto que os das lojas de rua e de shopping da Cidade do Panamá (mesmo com imposto de 7% na cidade).

Por isso, se você tem uma conexão de mais de 6 horas, vale a pena ir ao Metromall para economizar mais (além da maior variedade de produtos).

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4)      Saindo do Aeroporto

Excetuando-se alguns vôos que vem de SP e RJ, a maioria dos vôos saindo Brasil que chegam ao Panamá pousam entre 6 e 9horas da manhã: junto com dezenas de outros vôos vindos de outros países. E como é de se esperar, vai sim formar uma fila grande nos guichês da imigracão.

A maioria dos vôos chegam na Ala Norte (que tem mais portões). Saindo dos corredores das duas Alas Norte (antiga e a nova) você dá de cara com as escadas para a imigração, o que automaticamente faz a pessoa descer por aí e pegar uma fila enorme.

No entanto (dica de ouro #1), pouca gente sabe, mas existe uma outra escada que leva a outro setor da imigração (sul). Este fica saindo do corredor da Ala Sul (do outro lado do corredor central), e que normalmente está vazia. Então, se você descer pelas escadas e ver que a fila está grande, dê meia-volta, atravesse o corredor central e desça pelo outro lado da imigracão que, com certeza, vai estar vazio (veja posição das escadas no Mapa acima, onde se lê “Aduanas y Migración”).

Dica #2: se você precisar de carrinho para sua bagagem, prepare notas de 1 dólar, pois ao contrário do Brasil, no Panamá os carrinhos são pagos (cerca de USD 2,00 cada). Se não tiver nota de USD 1,00, procure pelo senhor de camisa verde que fica por aí nas esteiras, ele tem notas pequenas para trocar.

TAXI: no Aeroporto do Panamá, os taxis não são esses carros pequenos ou sedãs, mas sim umas vans brancas que cabem até 12 passageiros. Um transfer individual (por casal ou por família) custa cerca de USD 30,00 até a região de Hotéis. O serviço é rápido e confiável (apesar nos taxistas acelerarem bastante).

Mas pouca gente sabe que, se quiser economizar, você pode pedir para dividir uma van com outros passageiros: aí o custo pode baixar para USD 17,00 – 12,00 por pessoa! No entanto, você vai ser conduzido para a van e vai ter que esperar um pouco outros passageiros que vão pro mesmo sentido.

Os taxis amarelinhos que rodam na cidade não são permitidos no aeroporto. Eles só podem ir para deixar passageiros na área de embarque (2º. Andar). Assim, se você quiser tentar a sorte com um desses (que normalmente cobram mais barato que os USD 30,00), terá que ir para a área de embarque e esperar que algum taxi amarelo venha deixar passageiro, e aí negociar com ele.

Dica #3: cuidado com taxistas falsos! Assim como no Brasil, existem pessoas que abordam turistas no desembarque se fazendo passar por taxistas. Nem sempre isso quer dizer que o cara quer te assaltar, mas ele pode te cobrar mais caro que um taxista credenciado. Assim, CUIDADO! Os taxistas credenciados usam camisa branca com o nome da cooperativa de taxi. Na dúvida, assim que passar da zona de Raio-X do desembarque, pegue a sua direita e vá direto pro Guichê da Cooperativa de Taxi, e peça para ser guiado até um taxi oficial. Aí no Guichê também tem a tabela de precos das corridas (lembre-se: no Panamá não há taxis com taximetro!)

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5)      Chegando ao aeroporto – Check in

O check-in da Copa é sempre um caos nas horas de pico (6 a 10 da manhã e 15 as 19h) justamente pela alta demanda de passageiros embarcando. Para driblar as filas e assegurar um check-in rápido, você pode (dica #4):

  • Usar a fila da classe Executiva, se for um membro Star Alliance GOLD;
  • Fazer check-in no Hotel, pelo site da Copa, e somente despachar a bagagem na fila de check-in online.

Atencão: diferente do Brasil, onde tudo é festa, no Panamá (e em grande parte do mundo, alías) as filas são realmente respeitadas! Se você não fez check in pela internet, eles não vão te deixar passar pela fila de despacho de bagagem, nem se esta estiver totalmente vazia! Assim, se você não for uma “prioridade” (gestante, crianca no colo, idoso ou Star Alliance GOLD/classe executiva), eles não vão te deixar você furar fila para entrar no avião: eles vão te barrar e pedir pra ir pra fila correta. Então, pessoal, vamos ficar de olhor e respeitar!

6)      Praca de Alimentação

Enquanto você espera seu vôo, você pode comer na Praca de Alimentação, que fica no Mezanino, na frente do Portão 22. A praça é relativamente pequena (para o tamanho do aeroporto), mas tem opcões variadas e com preço bastante justo.

7)      Outras Facilidades

Por fim, enquanto no Aeroporto, você pode usar Internet Wi-fi gratuitamente. Existem vários banheiros, mas prefira usar os da Ala Norte nova, pois são mais novos e bem limpos, diferentes dos das Alas velhas que tem uma demanda muito alta (chega a fazer fila em horários de pico).

Sendo passageiro frequente (Gold ou equivalente), você também pode usar as salas vips da Copa (ao lado da praca de alimentação, para Star Alliance ou Priority Pass) ou a da Ala Sul (para membros OneWorld ou Priority Pass).

Então, boa viagem!

Cidade do Panamá: pequena Miami? Dubai ocidental?

Já ouvi alguns apelidos e li algumas descrições da Cidade do Panamá, mas creio que as que mais combinam com ela é de “pequena Miami” e/ou “a Dubai ocidental”.

Miami X Panamá: Imagem de http://lifestyle.worldgmn.com

A pequena Miami

Pode-se dizer que, em matéria de “latinidade”, a Cidade do Panamá é sim mais “autêntica” que Miami, afinal, está encravada bem no meio das Américas, formada por uma mescla de raças e onde várias nacionalidades – e sotaques – se encontram: panamenhos, colombianos, venezuelanos, ticos (costa ricenses), nicaraguenses, guatemaltecos, mexicanos, cubanos… Encravada nos trópicos, o calor é igual ao de Miami, a diferença é a época das chuvas, que é mais extensa.

Por sua mescla de culturas, aqui come-se de tudo, e encontra-se praticamente de tudo pra comer, com grande destaque para os frutos do mar (todos), no entanto, se pode encontrar comida de todo o mundo: italiana, francesa, inglesa, alemã, libanesa, japonesa, tailandesa, chinesa, indiana, brasileira…! Além de latina, a Cidade do Panamá também é um caldeirão de nacionalidades!

Por fim, a Cidade do Panamá é um importante centro de compras nas Américas. Nao, o Panamá nao chega a ser mais barato que Miami e Nova Iorque, mas chega muito perto nos preços! Dependendo dos itens, a diferença de preço é entre 5 a 10% (eletrônicos) e no máximo 15% (roupas). O diferencial para escolher o Panamá e nao os EUA, considero os seguintes:

  • Panamá não exige visto de turista para os Brasileiros;
  • O custo de comida (principalmente fast food) e transporte (taxis) é mais barato que os EUA; e
  • O valor da passagem pode compensar a viagem, principalmente se o viajante está indo para o Caribe…
A Cidade do Panamá tem centros comerciais modernos e as melhoras marcas internacionais, assim como Miami, e a moeda, também é o Dólar!
A Cidade do Panamá tem centros comerciais modernos e as melhoras marcas internacionais, assim como Miami, e a moeda, também é o Dólar!

 

Skyline da Cidade do Panamá. Foto por Anderson Alves.
Skyline da Cidade do Panamá. Foto por Anderson Alves.

A Dubai Ocidental

A comparação com Dubai vem do crescimento físico e do arrojo arquitetônico da Cidade, que, nos últimos 10 anos, cresceu de maneira mais rápida que qualquer país do mundo (à uma taxa anual de 10% de crescimento do PIB, em média, por ano!).

Assim, a Cidade do Panamá deixou de ter aquele típico visual e tamanho pacato de cidade centro americana para ser a casa de alguns dos arranha-céus mais altos da América Latina (o que pode ser comprovado pelo desenho do skyline da orla, como visto abaixo). No entanto, não espere ver uma metrópole super populosa como Nova Iorque ou São Paulo, onde não se pode ver o começo ou o fim da cidade. A Cidade do Panamá é relativamente pequena (tem cerca de 1.7 milhões de habitantes), no entanto tem uma mistura interessante de ares de cidade pequena, com arquitetura e ritmo de metrópole…

Ainda, Panamá, assim como Dubai, é um centro de expatriados e de aposentados de várias nacionalidades.

Por fim, assim como Dubai, a Cidade do Panamá tem empreendimentos de engenharia arrojados e semelhante, como:

  • várias partes aterradas, como a Cinta Costeira, inspirada no aterro do Flamengo, do Rio;
  • Uma ilha artificial, aterrada e construida como uma península adentrando o mar, como Dubai;
  • um edifício “curvo” arrojado, de 62 andares (Trump Ocean Club & Hotel), como o Hotel Burj al Arab, em Dubai
Dubai X Panamá: edifícios arrojados...
Dubai X Panamá: edifícios arrojados…
Dubai X Panamá: ilhas artificiais (pra gente muito rica...)
Dubai X Panamá: ilhas artificiais (pra gente muito rica…)

 

Edíficio FF - BBA (O prédio parafuso), foto por Anderson Alves
Edíficio FF – BBA (O prédio parafuso), foto por Anderson Alves

Colón e sua Zona de Livre Comércio

Colón, Google Maps

A Cidade de Colón fica na Província de Colón, ao norte da Província do Panamá e é a principal cidade daquela Província. Colón já foi uma região muito importante no país: era por onde se dava a entrada/saída do Caribe:  os espanhóis despachavam o ouro e outras riquezas para Espanha a partir de Colón, riquezas estas que eram trazidas das suas colônias do Pacífico e entravam via Cidade do Panamá (pacífico), cruzando os 8Okm do istmo por terra.

Mais adiante, após a independência da Espanha e da separação da Colômbia, A cidade de Colón foi oficialmente fundada em 1850, por ter ainda certa importância geográfica, enquanto os EUA construíram e controlavam o Canal. Quase toda a zona ao redor do Canal até o porto de Colón era una zona militarizada dos EUA, e a economia local girava em torno do exército e os serviços prestados para os militares e suas famílias.

Colón, Porto de Colón e Zona Livre ao Fundo. Foto por: http://turismoprovinciadecolon.blogspot.com/

Já um pouco antes da devolução do controle do Canal pelos EUA aos Panamenhos, a Colón começou e perder importância política e econômica, quando culminou a queda com a saída das tropas dos EUA em 1999, aí a cidade mergulhou num período de pobreza e violência.

Assim, apesar da rica arquitetura e da importância histórica, a cidade de Colón infelizmente recebe pouca atenção. Devido às condições de pobreza, violência e falta de estrutura turística, não é muito recomendável passear pela cidade. Atualmente está se iniciando um movimento importante de navios de cruzeiro que viajam pelo sul do Caribe partindo de Colón, talvez este seja um importante estopim para facilitar investimento e melhorar a estrutura e economia da cidade: torceremos por isso!

Forte de Portobelo, Colón. Foto por: http://turismoprovinciadecolon.blogspot.com/

Turismo na Província de Colón:

Sendo a porta de entrada e saída do Caribe, Colón tem uma importante mistura de etnias e culturas, principalmente da cultura negra, devido à imigração de escravos libertos ou fugidos das ilhas do Caribe (Colón tem a maior população negra do Panamá) para trabalhar na construção do Canal, misturando-se aí a cultura africana e hispânica (além da indígena) e línguas como espanhol, inglês, francês e o papiamento.

Apesar da Cidade de Colón ter pouca (ou nenhuma) estrutura turística, a Província de Colón ainda trás importantes atrativos, como:

Trem Panamá-Colón. Foto por http://www.guiaenpanama.com

Cruzeiros pelo Sul do Caribe

Estão se (re)iniciando, agora, uma onda de cruzeiros pelo sul do Caribe (alguns chegando até Miami) saindo do Porto de Colón 2000, na cidade de Colón. Assim há muitos brasileiros que vem ao Panamá por avião para seguir o cruzeiro. Neste caso, você tem duas opções de transporte/hospedagem locais:

 

  • Hospedar-se Cidade do Panamá: caso queira aproveitar um par de dias para visitar a Cidade e fazer compras, a melhor opção é se hospedar na Cidade do Panamá, hotéis não faltam aqui. A distância entre a Cidade do Panamá e Colón é de 80km (ou 1h de viagem), que pode ser feita:
  1. Trem – saindo da estação de trem de Albrook-Las Cardenas vai direto pro porto Colón 2000, passando por dentro do Canal.
  2. Ônibus – saindo do Terminal Albrook, é o meio mais barato, mas te deixa dentro da cidade de Colón, tem que tomar outro táxi para ir até o porto.
  3. Taxi – meio mais caro, a ser negociado na sua chegada no Panamá
  4. Shuttle – também caro, a ser contratado com alguma empresa de turismo ou hotel local.

 

  • Hospedar-se na Cidade de Colón: dentro da cidade não há hotéis turísticos. A melhor opção é ficar em um dos resorts que ficam ao redor da cidade de Colón, onde muitos turistas de negócios ficam, e contratar um shuttle (ou taxi) to Hotel até o porto:
  1. Hotel Meliá Panamá Canal
  2. Four Points by Sheraton Colón
  3. Radisson Colón 2000 Hotel & Casino

Zona Livre de Colón: compras

Em 1948 foi criada a Zona Livre de Colón, o entreposto comercial mais importante das Américas. A Zona Livre é servida por 3 portos super modernos, os mais importantes do Caribe. Mas fazer compras em Colón não é tão mamão-com-açúcar como se pensa:

  • A Zona Livre é uma área comercial para vendas no Atacado. Assim se obtém um preço baixo ao se negociar uma grande quantidade de itens;
  • A Zona Livre é destinada às empresas e compradores atacadistas. Turistas, em principio, tem entrada restrita. Claro que muitos entram, mas prepare-se para ficar a margem da lei e ter que pagar um “cafezinho” para a segurança;
  • Uma vez dentro da Zona Livre é uma loucura, é uma cidade murada feita só de lojas, e muitas lojas não vendem no varejo. Então ou você sai à caça das lojas que vendem em varejo (perdendo tempo precioso), ou contrata um guia para te ajudar na sua busca;
  • Ao encontrar a loja de varejo, muito provavelmente a diferença de preço não vai ser tão grande (se comparada à Cidade do Panamá, uma média entre 10 a 15% a menos, e alguma promoção pode te dar uns 25% de desconto);
  • Da mesma forma, não se deveria poder sair com itens comprados da Zona Livre. Ao sair da Zona a pessoa tem que pagar imposto. O correto é: ao se comprar, a loja que vendeu se encarrega de enviar a mercadoria para o Brasil (se for por atacado) ou ao Porto/Aeroporto (se por varejo). Assim, sair com sacolas grande dali é arriscado e, mais uma vez, vão te pedir o famoso “cafezinho” para facilitar as coisas; e
  • A partir de Agosto de 2014, está proibido vender a Varejo na Zona Livre de Colón. Saiba mais aqui.
  • Por fim, a Zona Livre funciona somente de Segunda a Sexta, em horário comercial.
Zona Livre, por http://www.panamaamerica.com.pa
Zona Livre, Fonte: Laprensa.com
Zona Livre, fonte: Laprensa.com

Isla Contadora: o “Caribe” no Pacífico Panamenho

Hoje deixo para vocês o relato da Portuguesa Billy sobre sua visita à Isla Contadora, que é carinhosamente conhecida como “o Caribe no Oceano Pacífico”.

A Isla Contadora é a maior das 39 ilhas localizadas no Golfo do Panamá que fazem parte do Arquipélago de Las Perlas, localizado à 48km de distancia da Cidade do Panamá. É um local bonito, que costuma ser o balneário privativo da classe rica Panamenha, tendo assim uma boa estrutura de Hotéis, Pousadas e Casas para alugar. Além disso, há uma praia de nudismo se você é adepto à prática…

A visita a Isla Contadora pode ser tanto um bate-e-volta de um dia, ou se quiser você pode se hospedar ai. A viagem demora 25 minutos pela Air Panamá (a partir do aeroporto de Albrook), ou 2 horas Ferry Boat saindo ou do Causeway Amador(7 da manha) ou do deck do Hotel Trump Ocean Club (as 8 da manha).

Entao, boa leitura!  http://airdesignstudio.blogspot.com/2012/03/contadora-arquipelago-de-las-perlas-no.html

 

 

Boquete, no Panamá

Ah há: pegadinha do malandro!

Aposto que você já clicou neste post com uma mente suja, não? Pois para sua (in)felicidade, Boquete, no Panamá, não significa nada disso que você pensa. Em tradução literal, “boquete”, em espanhol, significa “lacuna” ou “abertura”. No nosso caso, lhes apresentarei a Cidade de Boquete, no Panamá!

Na verdade, Boquete nada mais é que um vilarejo localizado nas chamadas “Tierras Altas de Panamá”. Fica na província de Chiriquí, muito próximo à fronteira com a Costa Rica. É chamado de “terras altas” porque fica localizado na região montanhosa que circunda o vulcão inativo chamado “Barú”.

Boquete, no Ponto A, muito perto da Costa Rica
Boquete, no Ponto A, muito perto da Costa Rica
Boquete, vista do alto. Fonte:  http://travelsofbutchnbunny.wordpress.com
Boquete, vista do alto. Fonte: http://travelsofbutchnbunny.wordpress.com
Rua principal de Boquete. Foto por Anderson Alves
Rua principal de Boquete. Foto por Anderson Alves

Boquete é consolidada uma região tranquila, destino de vários americanos e europeus que vem para o Panamá para se aposentar. Um local com muito verde, florido, que lembra (guardadas as devidas proporções) um pouco Gramado ou Canela, nas serras gaúchas.

Além disso, a região de Boquete é famosa por suas plantações de café em altitude, tipo “café gourmet” mundialmente conhecidos e exportados para vários países, e perto da comarca indígena dos Ngöbe-Buglé, ficando há cerca de 500km (6 horas de carro ou 50 minutos de avião) da Cidade do Panamá.

Apesar da aparente monotonia descrita acima, Boquete é uma região turística muito importante do interior do Panamá. O chamariz mais importante é o próprio vulcão Barú: se pode fazer 3 tipos de “subida” ao seu topo:

  • Caminhada: começando à meia noite, leva-se 6 horas de caminhada e ao chegar ao topo se pode ver o amanhecer tocando ambos os oceanos: Pacífico e Atlântico (Caribe)
  • De 4×4: leva menos tempo, e se vai de camioneta;
  • De quadriciclos: nesse caso, cada um pilota seu, seguindo um guia.

Veja a vista do alto do Barú registrada por Vitor Caramelo: http://www.youtube.com/watch?v=-RU_nukkXNM

Além do vulcão,Boquete tem uma ampla gama de esportes, agro-turismo e ecoturismo para vários gostos:

  • Rafting pelo Rio Chiriquí;
  • Arvorismo;
  • Caminhadas (trekking) diversas, sendo a mais importante a dos “Los Quetzales” (Quetzal uma das aves símbolo do Panamá).
  • Plantações de Café: onde você pode visitar uma fazenda de “café de altura”, conhecer a plantação e como é processado o café;
  • Escaladas e Cachoeiras;
  • Feira das Flores: Boquete também é um produtor de flores e todo ano há disputas pelo jardim mais bonito da cidade;
  • Morangos: pela sua posição e altitude, a colheita de morango acontece durante todo ano, e aqui se preparam morangos de todo jeito: sucos, milk shakes, bolos, batidos, com chantilly e assim vai.
  • Spas: vários hotéis-spa oferecem serviços para seu deleite…
  • Gastronomia: Boquete também oferece gastronomia local e internacional a um preço baixo.
  • Fotografia: Boquete oferece boas locações para você exercer seus dons fotográficos…
Boquete. Foto por Anderson Alves
Boquete. Foto por Anderson Alves
Boquete e uma de suas estradinhas floridas. Foto por Anderson Alves
Boquete e uma de suas estradinhas floridas. Foto por Anderson Alves
Boquete e seus jardins. Foto por Anderson Alves
Boquete e seus jardins. Foto por Anderson Alves

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Tour e degustação do Café de Altura, Finca Lérida - Boquete. Foto por Anderson Alves
Tour e degustação do Café de Altura, Finca Lérida – Boquete. Foto por Anderson Alves

Serviço:

Como chegar

  • De carro, saindo da Cidade do Panamá pela Rodovia Panamericana sentido Cidade de David, na entrada de David, tomar a direita seguindo as placas;
  • De ônibus, a partir do Terminal Albrook, tomar o ônibus para David, e depois outro ônibus para Boquete;
  • De avião, saindo do Aeroporto Marcos A. Gelabert (Albrook) na Cidade do Panamá para a Cidade de David, depois de táxi, transfer ou ônibus até Boquete.

Onde Se Hospedar

 

Gastronomia: uma menção especial para a gastronomia local, pois Boquete tem bons restaurantes para quem gosta de unir o útil ao agradável durante uma viagem:

  • Restaurante Monique, Finca Lérida: internacional, fica dentro da Finca Lérida e tem um terraço com uma grande vista do vale. Destaque para os raviólis de cogumelo portobello e o flan de cafè. Vale a pena provar o risoto de “tomate de árbol” fruta típica do lugar.

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Finca Lérida, Boquete. Foto por Anderson Alves
Finca Lérida, Boquete. Foto por Anderson Alves
Parada para o café à 1.800m de altitude... Finca Lérida, Boquete. Foto por Anderson Alves
Parada para o café à 1.800m de altitude… Finca Lérida, Boquete. Foto por Anderson Alves
Raviolis de Portobello. Restaurante Monique, Finca Lérida, Boquete. Foto por Anderson Alves
Raviolis de Portobello. Restaurante Monique, Finca Lérida, Boquete. Foto por Anderson Alves
Salda de Truta Defumada,  Restaurante Monique, Finca Lérida, Boquete. Foto por Anderson Alves
Salda de Truta Defumada, Restaurante Monique, Finca Lérida, Boquete. Foto por Anderson Alves
Flan de Café-  Restaurante Monique, Finca Lérida, Boquete. Foto por Anderson Alves
Flan de Café- Restaurante Monique, Finca Lérida, Boquete. Foto por Anderson Alves

 

  • Restaurante do Panamonte Inn: Panamenha & internacional, é comandando por um dos Chefs mais conhecidos do Panamá, tem boas carnes e está dentro do Hotel Panamonte, instalado num antigo casarão que data de 1900.
Restaurante Panamonte. Foto por Anderson Alves
Restaurante Panamonte. Foto por Anderson Alves
Restaurante Panamonte Inn. Foto de Divulgação.
Restaurante Panamonte Inn. Foto de Divulgação.
  • The Rock Restaurant: internacional, justo ao lado do Rio Chiriqui, tem uma grande área verde para aproveitar o clima ameno. Destaque para o brunch dominical.

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The Rock Restaurant, o mais bonito. Foto por Anderson Alves
The Rock Restaurant, o mais bonito. Foto por Anderson Alves
Brunch de domingo do the Rock Restaurant, Foto por Anderson Alves
Brunch de domingo do the Rock Restaurant, Foto por Anderson Alves
  • Il Pianista: italiano, comandado por um Italiano que imigrou para a região, tem uma boa pizza, mas a especialidade da casa são as massas.

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Massas: especialidade do Il Pianista. Foto por Anderson Alves
Massas: especialidade do Il Pianista. Foto por Anderson Alves

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Restaurante Il Pianista, justo ao lado de um riacho. Mais bucólico não há... Foto por Anderson Alves
Restaurante Il Pianista, justo ao lado de um riacho. Mais bucólico não há… Foto por Anderson Alves

El Valle de Antón: charmosa comunidade de montanha no Panamá

Quando uma pessoa pensa no Panamá, normalmente duas coisas saltam à cabeça: Canal e Praia. E por praia leia-se “o calor dos trópicos”. De fato, a Cidade do Panamá esta incrustada em uma zona quente e úmida, quando no verão chega fácil aos 34oC e no inverno as chuvas diárias fazem a umidade bater os 90 e tantos %.

No entanto, nós, residentes, temos um um pequeno oásis de clima ameno com umidade do ar moderadamente baixa para onde fugir quando uma mudança de clima se faz necessária, e hoje lhes convido para conhecer “el Valle de Antón“.

El Valle de Antón, ou simplesmente “el Valle“, está situado há cerca de 1:20h de viagem da Cidade do Panamá, no mesmo sentido para os resorts de Playa Blanca, só que uns 25km antes de chegar à Playa Blanca, deve-se tomar a estrada que leva as montanhas, à direita da Rodovia Pan americana.

O vilarejo de el Valle fica dentro da cratera de um vulcão inativo, rodeada por montanhas de um verde exuberante da mata nativa, num oásis de temperatura média em torno dos 26oC (nas horas mais quentes do dia). É um local muito procurado por turistas locais e é onde muitos Panamenhos “bem de vida” tem sua casa de veraneio.

Mas ai você me pergunta: “tudo bem, mas o que eu iria querer fazer em el Valle sendo que tem tanta coisa pra ver na Cidade do Panamá?”

Bem, el Valle é um lugar para descansar e, quem sabe, se aventurar! O local é repleto de Hotéis e Pousadas com spas e toda sua natureza propicia estrutura ideal para prática de arvorismo e trekking (senderos) nas montanhas. Ainda, existem algumas atrações locais que são muito legais para quem tem filhos pequenos.

El Valle também é o habitat do animal símbolo do Panamá: a rã dourada (em extinção), que pode ser vista no Zoológico local.

Assim, se você vier ao Panamá e quiser fazer um programa fora do “arroz-com-feijao”, o el Valle de Antón pode ser sua escapa de fim de semana!

                                                                                                El valle vista do alto, por http://airdesignstudio.blogspot.com
Orquidário. Foto por Anderson Alves
Orquidário. Foto por Anderson Alves
Mercado Municial de Artesanatos, Flores e Frutas. Foto por Anderson Alves
Mercado Municipal de Artesanatos, Flores e Frutas. Foto por Anderson Alves

 

Serviço:

Como chegar:

Pela Rodovia Panamericana, seguindo sempre no sentido norte, na altura do KM 98 tomar a pequena estrada à direita seguindo as placas de indicação. Subir a  estrada da montanha por cerca de 25 minutos.

Dicas:

  • Se alugar carro, muita atenção na estrada com o limite de velocidade, pois existem guardas escondidos em vários lugares com radares móveis. A multa por excesso de velocidade varia de 50 a 100 dólares.
  • Se você estiver hospedado em algum resort na Playa Blanca, você pode passar o dia em el Valle (está há cerca de 30 minutos de carro, e todos os hotéis oferecem este tour).

O que fazer em el Valle:

 

Para os restaurateurs: Se a comida é experiência integral e indissociável da viagem, não perca a culinária de el Valle. Aqui existem ao menos 35 restaurantes, sendo que dois são excelentes, incluso um (La Casa de Lourdes) lidera o ranking nacional como melhor restaurante do Panamá!

 

  • Restaurante “la Casa de Lourdes”: reza a lenda que Lourdes era um chefe famosa na Cidade do Panamá que enjoou da vida corrida e se mudou para el Valle levando todo seu talento junto. Em el Valle, ela abriu um restaurante em uma casa com ares de fazenda toscana, um local disputadíssimo para casamentos (todo fim de semana tem um casamento aì) e que faz pessoas saírem da Cidade do Panamá só para deleitarem-se com o almoço dominical em seu restaurante en el Valle. Assim, é bom fazer reserva para “nao dar com a cara da porta”…
La Casa de Lourdes: almoçar neste jardim não é mal…
Salmão em manteiga de soja. Foto por Anderson Alves
Salmão em manteiga de soja. Foto por Anderson Alves
Bruschetta de queijo defumado. Foto por Anderson Alves
Bruschetta de queijo defumado. Foto por Anderson Alves
Heart Attack de Chocolate: brownie de chocolate com sorvete tripo de chocolate e cobertura de chocolate... Foto por Anderson Alves
Heart Attack de Chocolate: brownie de chocolate com sorvete tripo de chocolate e cobertura de chocolate… Foto por Anderson Alves
  • Restaurante Bruschetta: tá certo que o nome não inspira muito, mas o Bruschetta está localizado no pequeno hotel Anton Valley e é capitaneado por um autentico Chefe italiano. A comida demora um pouco mas é realmente muito boa!
Restaurante Bruschetta, informal e tranquilo
Corvina al ajillo. Foto por Anderson Alves
Corvina al ajillo. Foto por Anderson Alves
Spaghetti al pesto com salmão. Foto por Anderson Alves
Spaghetti al pesto com salmão. Foto por Anderson Alves

“De compras” no Panamá: Multicentro Mall

Hoje venho falar um pouco a vocês sobre o shopping que considero o mais injustiçado da Cidade do Panamá: o Multicentro.

Voltando uns 6 anos no passado, quem fosse ao Multicentro diria que é um shopping que tinha tudo para dar certo: posicionado bem na área mais central da Cidade, de frente pro mar, 4 andares de shopping mais 6 de estacionamento, Cidade do Panamá em contínuo crescimento…

Mas o destino deu uma guinada e o shopping foi vítima de seu principal alento: a localização e o crescimento da cidade. Acontece que há coisa de 4 anos o Governo começou a empreender um grande pleno de reordenamento viário. Extendeu a avenida costeira (Via Costera) inspirado no aterro no Flamengo, no Rio, e construiu uma via expressa pedagiada que liga o aeroporto de Tocumen à cidade. E voi là: ligaram a cinta costeira diretamente ao principal acesso ao shopping por meio de uma via elevada.

multicentroPanama

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Como (não) era de se esperar, o fluxo de carros aumentou imensamente no local, ter duas pistas elevadas e duas ao nível do solo tornou o transito complicado e congestionado e as pessoas simplesmente deixaram de visitar o shopping. Nesse meio tempo várias lojas fecharam, dando lugar a lojas de marca de pouco prestígio e espantando mais a freguesia.

Acontece que há coisa de um ano foi inaugurado ao lado do mall o tão esperado Hard Rock Hotel, um gigante de 62 andares e super cool. E os turistas vieram, encheram o Hotel que é bastante descolado. Foi construida uma ponte climatizada que liga diretamente o Hotel ao Shopping e as coisas começaram a mudar: com a alta demanda e fluxo de pessoas querendo gastar, as lojas começaram a voltar ao Multicentro.

O shopping ainda não esta 100% ocupado, mas cada vez mais, mais lojas “boas” abrem filiais aí. E diferente do Albrook e Multiplaza, que tem um bom balanço de visitante entre turistas e residentes, o Multicentro é quase inteiramente visitado por turistas. Assim, o shopping que é de um tamanho mediano nunca fica cheio, e as lojas costumam dar bons descontos para vender.

Multicentro, vários andares para você torrar seu dinheirinho. Foto pro Anderson Alves
Multicentro, vários andares para você torrar seu dinheirinho. Foto pro Anderson Alves

Lá você encontra: Tommy Hilfiger, Hilfiger Denim, Guess, Calvin Klein, Diesel, Anthony Morato, Kenneth Cole, Puma, Loja da Nike, Hugo Boss, Dockers, Ambercombrie, e lojas de departamento esportivas, entre outras. Tem joalherias (incluso Pandora), lojas de celulares (para seu Iphone), Audio Foto. Também tem Conway, Alliss e La Onda (grandes lojas de departamento) e um supermercado kosher no subsolo para comprar chocolates e bebidas a um super preço! Além disso, atravessando a Av. Balboa, do lado de fora, tem a Farmácias Arrocha (para encontrar quase todos os acessórios para seu bebe) e a loja de utilidades da Novey (para comprar seus itens KitchenAid a um bom preço, como batedeira planetária a a coisa de 200 dólares).

De diversão e comida, ele conta com uma praça de alimentação que está sempre tranquila, muito cômoda, além de uma filial do Hard Rock café para comer as costelinhas barbecue e comprar sua camiseta. Tem um Cassino e um Cinermark onde se paga somente USD 12,00 pela sala vip (enquanto a sala normal custa USD 3,00!).

Por fim, tem dois super cômodos e confortáveis Hotéis anexados: o Hard Rock Hotel e o Radisson Decapolis.

Então, só resta de desejar: boas compras!

PS: obrigado à minha esposa pela consultoria em compras 🙂

San Blas: um caribe diferente no Panamá

San Blas, divulgação VisitPanama.com
San Blas, divulgação VisitPanama.com

E você ai, achando que já sabia tudo de Caribe, com suas águas azul turquesa mornas e calmas e seus grandes resorts “all inclusive”, refletidos na popularidade de Punta Cana ou St. Marteen, não poderia imaginar que o mundo iria te surpreender mais, não é?

Pois bem, isso vai acontecer agora: eu lhes apresento tão pouco conhecido arquipélago de San Blas, no Panamá!

Li uma vez em um blog que “San Blás é aquele tipo de destino que quando você descobre não quer contar pra ninguém”, e sim, isso é verdade.

O arquipélago de San Blas é uma joia formada de mais ou menos 360 micro ilhas na costa caribenha, que banha o território panamenho. Fica na comarca protegida dos índios Guna Yala. Aqui, muito provavelmente, você pode viver a experiência mais “rústica a autêntica” que você pode encontrar no Caribe.

San Blas (ponto A), hà 2 horas da Cidade do Panamá
San Blas (ponto A), hà 2 horas da Cidade do Panamá

Funciona da seguinte maneira: você pode ir para passar o dia ou se hospedar em uma das cabanas.

São duas horas de carro, a partir da Cidade do Panamá, ou 35 minutos de avião. Entrando na comarca são mais uma 20 minutos até o pequeno porto onde os índios te levam pra ilha que você escolher. Pode-se escolher uma ilha diferente para passar cada dia, pois os índios te levam e buscam na hora marcada.

Em San Blas tudo é rústico. não existem hotéis cinco estrelas nem resorts. As cabanas são de madeira, teto de palha e chão de areia branca. Podem ser individuais, para família ou dividas. É o básico do básico: cama, um mosquiteiro, e só (e para que você precisa mais?). A luz elétrica vem do gerador que é desligado as 21h, e você tem hora marcada para tomar seu banho de água doce.

É all inclusive, sim: você come o que a comunidade indígena pescar: se pescarem camarão, tem camarão. Se pescarem lagosta, tem lagosta, se pescarem peixe, tem peixe! Eles te fornecem as 3 refeições diárias e água doce para beber: café da manha, almoço e jantar, e você pode comprar suas cervejas geladas por USD 1,00 a latinha.

Almoço em San Blas, e ai, prefere McDonalds?
Almoço em San Blas, e ai, prefere McDonalds?

OK, chegamos a este ponto do post e você está ai, desesperado(a), se questionando se “isso lá vale a pena (?)”, mas eu te digo: se seu negócio é comodidade do século 21, ter seu celular com facebook sempre à mão, lanche estilo McDonald’s  e ser paparicado(a) por garçons ao redor da piscina, a qualquer momento, te suprindo de margaritas, então pode parar de ler por aqui…

Agora, se você é aberto(a) a novas experiências, gosta de sossego, da mais pura praia (sem frufru), recarregar as energias e se desconectar do mundo, este é o seu lugar! Pra não dizer que não tem diversão, tem sinuca…

Eu mesmo conheço gente de odiou o lugar, e gente que amou. No saldo, muito mais gente o amou que o odiou 🙂

Feriadão, nesse dia a praia estava absurdamente cheia...
Feriadão, nesse dia a ilha estava absurdamente cheia… Foto por Anderson Alves

San Blas é um local para desapego, costumo dizer. É natureza bruta, indígenas simpáticos, micro ilhas quase privativas, conhecer gente do mundo todo que vai ali atrás deste relax! Mas peraí, esse lugar não é chato, por nada! É aqui e assim que a diversão aparece. Essa é a essência da diversão!

Você pode ir a cada dia à uma ilha diferente, se escaldar nas águas mornas, fazer snorkeling até desbotar, ler todos aqueles seu livros pendentes e não enjoar! O lugar é simplesmente lindo!

Há também que se visitar as ilhas onde os índios vivem. Sim, eles não vivem no continente, mas em ilhas adaptadas como palafitas. É meio estranho, vai te lembrar uma daquelas favelas aquáticas do Recife, mas é a maneira que os índios encontraram de fugir dos mosquitos infectados com malária, pois há anos eles descobriram que os mosquitos não chegam às ilhas.

Um destaque especial é a visita ao “barco hundido” (barco afundado, em espanhol), uma embarcação que naufragou entre as Ilhas Perro e Diablo. A água é tão cristalina que, de snorkel, é possível ver o barco a partir da superfície e toda a vida marinha que cresceu ao seu redor.

Bem, como uma imagem vale mais que mil palavras, lhes deixo com algumas fotos do local para aguçar sua imaginação e te dar vontade de ir a San Blas…

Panorâmica da Ilha onde os índios moram. Foto por Anderson Alves
Panorâmica da Ilha onde os índios moram. Foto por Anderson Alves
Panorâmica, chegada a uma das ilhas, foto por Anderson Alves
Panorâmica, chegada a uma das ilhas, foto por Anderson Alves
Meu tio dando uma de mergulhador profissa..
Meu tio dando uma de mergulhador profissa..
Ilha (quase) deserta. Foto por Anderson Alves
Ilha (quase) deserta. Foto por Anderson Alves
San Blas, Isla Perro. Foto por Anderson Alves
San Blas, Isla Perro. Foto por Anderson Alves
As cabanas privativas do corallodge.com (que fica fora de San Blas, mas faz tours por barco para lá), a que tem melhor estrutura turística.
Interior da cabana no Yandup Lodge, administrado pelos Kuna Yala. Básico, mas resolve…

Serviço:

Como chegar:

  • De carro, pela via Interamericana no sentido sul (Colômbia), tomar a esquerda antes da província de Darién (ver placas) e seguir a única estrada asfaltada;
  • De avião: a partir do aeroporto Marcos A. Gelabert (Albrook).

Hospedagem:

Turismo:

  • Se você domina o espanhol, pode falar diretamente com os indígenas. Eles te buscam no aeroporto ou no Hotel, cuidam de tudo enquanto você estiver lá, e te devolvem aonde você indicar (Contatos: Sr. Milciades ou Sr. Miguel: +507 6635-6737 ou 6656-4673)
  • Caso você não se sinta confiante suficiente, pode contratar uma Agencia de Turismo local para organizar o serviço com os indígenas pra você. (Allegro Tours, Viajes Caribe,  Pesantez Tours, Viajes Marbella, Panama Travel Unlimited, Aventuras 2000, Panama Trails)

Dicas:

  • Leve PASSAPORTE! É necessário apresentá-lo na entrada da Comarca.
  • Tome um cafè da manha leve, no dia da viagem, pois a estrada é muito sinuosa e pode te dar enjoo. Melhor tomar um remédio contra enjoo também…
  • Hoje a estrada já está asfaltada, então esqueça as fotos antigas da internet com a estrada cheia de lama.
  • As diárias nas cabanas incluem as refeições. Cervejas são pagas a parte;
  • Outros serviços são pagos a parte. Para entrar em cada ilha você paga uma taxa que varia de USD 5,00 a 20,00. Para os passeios de barco de 1,0 a 2,00 por pessoa. Então leve dinheiro, de preferência, notas de baixo valor para facilitar.
  • Aluguel de snorkel custa USD 3,00. Mas se você passar pela Cidade do Panamá antes, pode comprar o seu no Albrook Mall bem baratinho (com pé de pato);
  • Leve lanches leves (biscoitos, salgadinhos, barras energéticas, etc.) caso você sinta fome entre uma refeição e outra, dá pra se virar… Se quiser, pode até levar uma caixa térmica cheia de bebida, mas não é preciso pois cerveja gelada não faltam.
  • Deixe seu celular e eletrônicos em casa, pois lá só pega celular por satélite.
  • Se tiver máquina fotográfica subaquática, melhor!
  • Evite os feriadões, pois muitos moradores do Panamá vão para San Blás nos feriados, e do nada você vai ter que dividir sua ilha com umas 15 ou 20 pessoas… Muito chato.
  • Da mesma forma, se for passar o fim de semana ai, de preferência as ilhas mais distantes para ficar mais tranquilo…