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Panamá Viejo: o lado “esquecido” da Cidade

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Hoje vou falar para vocês de um lugar um pouco “esquecido” da Cidade do Panamá, não só pelos residentes, mas também pelos turistas da cidade: o Panamá Viejo (ou ruínas do Panamá “la Vieja”).

Mas atenção, a primeira dica é não confundir Panamá Viejo com o Casco Viejo. O Panamá Viejo é o local onde se iniciou a Cidade do Panamá. Neste sítio arqueológico reconhecido pela UNESCO, foi onde se deu o primeiro assentamento do Panamá, no ano de 1519. Os espanhóis usavam-no de base para explorar a costa do Pacífico (eles chegavam pelo Atlântico (mar do Caribe), atracavam, faziam a travessia de 80km entre os dois oceanos por terra, e continuavam viagem pelo Pacífico para abastecer as colônias e para transportar riquezas de volta para a Europa).

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Via de entrada da Igreja Matriz, Panamá Viejo. Foto por Anderson Alves

Cá pra nós, a cidade antiga do Panamá sempre foi um pouco “pé frio”. Contam os historiadores que em 1621 ela foi parcialmente destruída por um terremoto. Em 1644 houve um incêndio que provocou muitos danos, mas a coisa “pegou fogo” mesmo (com o perdão do trocadilho) em 1671 quando o famoso pirata Henry Morgan incendiou e destruiu toda a cidade, e que basicamente se reduziu as ruínas que se pode ver hoje.

Assim, a população foi movida para a pequena península que se situa perto da entrada do canal, onde foi construida (e fortificada) uma nova cidade, para evitar ataques de piratas. Essa é a que hoje se chama de “Casco Viejo” ou “Casco Antíguo” (mas que é assunto para outro post).

Eu particularmente gosto muito de história, por isso acho o Panamá Viejo um local interessante. Mas há quem não goste, mesmo assim, poderia enumerar outros motivos para a visita – ou não.

O principal fator para uma “não visita” é o tempo: se você tem pouco tempo no Panamá e uma das suas prioridades é compras, então talvez melhor escolher outro ponto turístico, pois o Panamá Viejo fica na direção oposta aos shoppings. da mesma forma, se você gosta de comprar ao menos um artesanato, seu lugar não é o Panamá Viejo.

Localizacao do Panamá Viejo, há uns 7 km do shopping mais próximo (Multiplaza).
Localização do Panamá Viejo, há uns 7 km do shopping mais próximo (Multiplaza).

Agora, vale a pena visitar o local se:

  • Você gosta de história e cultura: é interessante imaginar como a cidade era na época, e como as pessoas viviam sem as comodidades de internet sem fio e fast food de hoje.
  • Se você gosta de caminhar, e de paz: pois é um lugar grande, aberto e verde, tranquilo, em frente a um manguezal, onde você pode caminhar e se desconectar um pouco.
  • Se você gosta de fotografia, pois as ruínas, o verde a e luz do lugar (sem arranha-céus ao redor) proporcionam ótimas condições para você exercer seus dons fotográficos, seja com sua Nikkon D5 ou com seu Iphone munido de filtros do Instagram.

Serviço: Como chegar

  • De taxi: saindo das areas hoteleiras nao deve ficar mais que 8 dolares ida e volta por pessoa, ou 20 dolares um carro fechado. recomendo acertar com o taxista para ele te esperar, pois na area nao passam muitos taxis, principalmente nos fins de semana;
  • Ônibus “Hop on Hop Off”: em média USD 29,00 por pessoa, sendo que você pode descer em outros pontos turísticos várias vezes;
  • De excursão (pacote fechado com agencia de viagens): como eu chamo “método fast food”, você chega com um monte de turista, o guia te explica os fatos históricos principais e te leva em 2 pontos de maior interesse: a Igreja Matriz e o Convento, todo mundo tira foto de todo mundo e 20 minutos depois, já estão de volta ao ônibus. Bom para quem tem pouco tempo e quer praticidade;
  • De carro alugado: pegue a Calle 50 ou a Via Israel até o final (no sentido “Corredor Sur”, mas não entre no Corredor!) e tome a esquerda na Via Cincuentenário até chegar nas ruínas, que estarão à sua direita.

Serviço: Como visitar

  • Paga-se USD 3,00 por pessoa para entrar;
  • Não existem guias turísticos no local para acompanhamento, então ou pesquisa sobre a história do lugar antes, ou desça até o lado oposto da entrada (caminhada de 10 minutos) e comece a visita pelo Centro de Visitantes depois suba para as ruínas de novo, na direção do estacionamento.
  • Leve repelente de mosquitos;
  • Chegue cedo, a entrada fecha as 16h.
  • Leve água, não existem vendedores no local.
  • A torre da catedral (igreja matriz) proporciona boa visão da cidade para tirar fotos.
  • Não saia da área das ruínas em direção ao bairro residencial, pois não é um local, digamos, muito acostumado com turistas…
Átrio do antigo convento, Panamá Viejo. Efeito com app Camera 360 via Samsung SII. Por Anderson Alves
Átrio do antigo convento, Panamá Viejo. Efeito com app Camera 360 via Samsung SII. Por Anderson Alves
Subterrâneo da cadeia, Panamá Viejo. Efeito com app Camera 360 via Samsung SII. Por Anderson Alves
Subterrâneo da cadeia, Panamá Viejo. Efeito com app Camera 360 via Samsung SII. Por Anderson Alves
Uma das antigas avenidas da cidade, Panamá Viejo. Efeito com app Camera 360 via Samsung SII. Por Anderson Alves
Uma das antigas avenidas da cidade, Panamá Viejo. Efeito com app Camera 360 via Samsung SII. Por Anderson Alves

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Fotos a partir da torre da Igreja, vista da Cidade do Panamá. Por Anderson Alves
Fotos a partir da torre da Igreja, vista da Cidade do Panamá. Por Anderson Alves
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O Panamá turístico: além do Canal e das compras!

1Arquipélago de San Blás, Comarca dos Guna Yala. Imagem por visitpanama.com

Muito provavelmente você ouviu falar do Canal do Panamá, e dos shoppings no Panamá… Mas muito pouco se sabe sobre essa “lenda urbana” que é o turismo no Panamá. Por isso vou dar um “overview” do Panamá turístico, espero poder destrinchar um pouquinho mais cada lugar em futuros posts…

Existe uma competição turística na América Central que é dura, muito dura, principalmente para o Panamá, que faz fronteira com Costa Rica, um país rico em biodiversidade e com uma estrutura turística muito mais avançada. Além de todas as ilhas e países da costa caribenha. O fato é que o Panamá esteve por muitos anos sob influencia dos EUA e recentemente tem colhido os louros da pujança econômica do Canal. Mas felizmente o país esta acordando para o potencial turístico e se dando conta que é preciso diversificar as fontes de renda para crescer.

Assim, quem vem ao Panamá já não precisa ficar mais preso ao feijão com arroz que é “Canal e Compras”. O Menu esta aumento, e os panamenhos estão se profissionalizando nisso, e as opções não deixam de ser interessantes:

fotoAproximação da Cidade do Panamá, por avião. Foto por Anderson Alves

(a) Cidade do Panamá: opção básica, a quem tem mais estrutura turística, ótimos hotéis e restaurantes internacionais. a grande quantidade de turistas e expatriados de todo mundo estão transformando a cidade em uma metrópole, aqui você pode:

  • Conhecer o Canal (eclusa de Miraflores);
  • Fazer compras em um dos seus grandes shoppings;
  • Visitar o Casco Antíguo (O “Pelourinho do Panamá”);
  • Ir a uma autentica noite de Salsa;
  • Ir a uma das festas eletrônicas;
  • Exercer seus dotes fotográficos nas ruínas do Panamá Viejo;
  • Comer em um dos vários restaurantes internacionais de alto nível e preço muito mais justo que do Brasil;
  • Aproveitar um dia de Spa em um dos muitos hotéis 5 estrelas da cidade. Ou em Spas locais;
  • Conhecer como os locais passam suas tardes de domingo no Causeway Amador;
  • Subir o Cerro Ancón, conhecer o Pueblito Afroantillano e tirar uma bela foto panorâmica ao lado da bandeira do Panamá;
  • Fazer uma trilha no Parque Metropolitano;
Agua cristalina do Caribe, aqui tem também!
Agua cristalina do Caribe, aqui tem também!

(b) Praias: Só 80 Km separam o Oceano Pacífico do Mar do Caribe (e o Oceano Atlântico), e em 4 horas de carro você pode sair de uma paradisíaca ilha quase privativa do Caribe (San Blas) para um Resort de Luxo all inclusive no Pacífico. Mar e praia é o que não falta aqui, mas não espere encontrar barracas de praia como as que permeiam a costa do nordeste brasileiro…Caribe,

No Caribe:

  • San Blas (Comarca dos Índios Guna Yala): há 2:30 horas de carro da Cidade do Panamá,rumo ao sul.
  • Bocas del Toro: há 50 minutos de aviao da Cidade, rumo ao norte (perto da fronteira com Costa Rica).
  • Portobelo: praia ao redor do antigo forte que guardava o país.
  • Isla Mamey: um paraíso privado caribenho.
  • Isla Grande: 61km2 há apenas 1 hora do Panamá.

No Pacífico:

  • Islas Contadora e Saboga: o Caribe do lado pacífico.
  • Isla Taboga: para ver as baleias em Julho e Agosto.
  • Playa Bonita: há 40km da Cidade, a praia não é a melhor para banho, mas tem resorts…
  • Punta Chame: Nitro City Resort, resort de esportes radicais para fazer pesca marinha, ter aulas de kite e wind surf e alugar jet skis para curtir o dia. Ótima piscina com brunch e show de rock aos domingos.
  • Santa Clara (San Carlos) e Gorgona: as praias onde os Panamenhos vão.
  • Playa Banca: o centro dos resorts all inclusive e campos de golfe.
  • Las Tablas: centro carnavalesco do Panamá.
  • Las Lajas, Santa Catalina e Playa Venao: onde se realizam os campeonatos internacionais de surf.

DSCF3798Casamento com vistas ao vale, El Valle de Antón. Foto por Anderson Alves

(c) Interior: o interior do Panamá é muito rico e bonito! A vida passa devagar, a natureza é linda, a agropecuária é forte. Aqui as opções são diferenciadas, pra quem quer fugir das praias.

  • Gamboa Rainforest Resort: Resort as margens do canal, em meio a floresta tropical, lugar para ver os bichos e relaxar.
  • El Valle de Antón: paraíso dos panamenhos, onde muitos tem sua casa de campo. A cidade foi construída na cratera de um vulcão milenar desativado. Clima é ameno, seco. Muito verde, a vida passa devagar e tem alguns dos melhores restaurantes do país.
  • Boquete (isso mesmo, Boquete): paraíso dos aposentados, ao pé do Vulcão Barú, com temperatura amena, rica pelas plantações de café gourmet e esportes radicais.

Enfim, há mais no Panamá do que os olhos alcançam. Boa viagem!

A “estrela” do Panamá: O Canal e sua eclusa de Miraflores.

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180 graus na Eclusa Miraflores: foto por Anderson Alves

Você pode conhecer nada ou quase nada do Panamá, o país, mas com certeza deve ter ouvido falar do tal “Canal do Panamá”. O engraçado é que mesmo tendo essa referência sobre o Panamá, pouca gente na verdade se dá conta da grandeza e da importância do Canal do Panamá, não só pro Panamá, mas para o mundo.

O Canal do Panamá vai muito além da eclusa de Miraflores (somente uma das três eclusas do canal). O Canal liga o oceano Pacífico (24 centímetros mais alto) ao Atlântico, e tem cerca de 80km de extensão. Em toda sua extensão existem 3 conjuntos de eclusas: (no sentido Atlântico-Pacífico) a de Gatún, a de Pedro Miguel, a de Miraflores.

Pelo Panamá passa cerca de 14% do comércio mundial, cada navio pode pagar até USD 400.000 de pedágio para cruzar o Canal (depende do tamanho e peso, sendo que o Canal funciona 24 horas por dia, os 7 dias da semana, passando uns 20 mil navios por ano…)

CanalMapa

Em 1878 a França iniciou os trabalhos de construção do Canal, mas era um desafio dantesco para aquela época, além de ter que vencer a geografia natural, surtos de febre amarela e malária mataram milhares de trabalhadores “importados”.  Após 4 anos, a iniciativa faliu.

Em 1903 o Panamá proclamou sua independência da Colômbia, e sob tutela dos Estados Unidos reiniciou-se a construção do Canal (como é hoje). A descoberta da penicilina e do método de transmissão da malária foram então importantes para combater as doenças tropicais e, em 1913, o Canal foi inaugurado, sendo que o controle da Zona do Canal era dos EUA.

Por fim, em 1999 os EUA devolveram o controle do Canal ao Panamá (no que é considerado, por muitos, sua “terceira independência”) e hoje é totalmente administrado pelos Panamenhos por meio de uma Autoridade independente do Governo Nacional.

Visita ao Canal.

Ok, são 80 km de extensão. Mas não se desespere: você não precisa passar o dia na estrada pra conhecer o Canal, pois a Eclusa de Miraflores está dentro do perímetro urbano da Cidade do Panamá e permite o acesso – com estrutura – turística.

Paga-se cerca de USD 5,00 por pessoa de entrada e você pode passar o dia vendo os navios indo e voltando…

Camera 360Canal do Panamá, antigo Fort Clayton. Foto por Anderson Alves

Dicas de visita à Eclusa de Miraflores:

– Há um restaurante no terceiro piso onde se pode ver melhor (por cima) os navios (e não somente ao nível do solo). O restaurante serve tanto Buffet de almoço como pratos a la carte. Vale a pena passar um tempo ai, mas o Buffet é caro (USD 20,00 por pessoa): prefira os pratos a la carte que saem mais em conta e eu acho mais gostoso!

– Aproveite o museu que conta a historia do Canal, tem fotos interessantes e amostras de materiais usados na construção.  No segundo piso tem uma cabine de navio que simula como è a visão da tripulação na torre de comando ao passar pelo Canal (vale pra tirar fotos).

– Se quer comprar lembranças, aproveite a lojinha, pois quase não se encontra material com referencia do Canal, especificamente, na cidade (acho que eles já enjoaram de serem ligados somente ao Canal).

– Dispense o filme que é exibido na eclusa, é material puramente comercial, toca muito de leve na historia do Canal. Você encontra material muito mais interessante na exibição do segundo andar ou até mesmo na Wikipédia.

– Se você está de carro você pode ir até a Eclusa de Pedro Miguel (a uns 7 km de distancia da de Miraflores). Não tem estrutura turística, mas o alambrado fica ao lado da eclusa, você pode ver o navio bem de perto e de graça! Pode estacionar ali mesmo (isso se você só quer somente ver o navio subindo e baixando e tirar fotos da eclusa funcionando, sem fazer questão de visitar o museu que Miraflores tem).

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Como chegar:

– Meio mais barato: táxi! (devem te cobrar uns USD 25,00 ida e volta)

– Meio mais turístico: ônibus turístico “hop on, hop off” que custa USD 29,00 por pessoa, mas passa por outros locais turísticos e você pode subir e descer quando e quantas vezes quiser.

– Meio mais caro: por meio de pacote com agencia de viagens.

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