Arquivo da categoria: Curiosidades do Panamá

Como funciona o Canal do Panamá e a Expansao do Canal.

Passando rápido para deixar a recomendado um vídeo do NatGeo que explica detalhadamente o funcionamento do Canal do Panamá, vale muito a pena ver!!!

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Hard Rock Hotel Panamá: o Hotel que é um destino por si só…

Hoje passo por aqui bem rápido para mostrar a vocês o Hard Rock Hotel Panamá, que eu costumo dizer, é um destino por si só na Cidade do Panamá. É tão verdade que, quando tenho visitas em casa, sempre os levo ao Hotel, seja para uma janta, uns drinks, ou simplismente conhecer a suntuosidade do lugar.

Fachada, Hard Rock Hotel Panama
Quarto do Hard Rock Hotel Panamá. Foto por http://es.paperblog.com/

Aí você me pergunta:
– mas por que isso, Anderson?

Simples:
– porque o Hotel é legal d.e.m.a.i.s!

 

Obs: não se trata de um post publicitário, não ganho nada com isso, por isso passo minha mais pura impressão sobre o local, tanto positiva quanto negativa…

Lobby Hard Rock Hotel Panamá. Fonte: http://www.arrakeen.ch
Lobby do Hard Rock Hotel Panamá
Piscina do Hard Rock Hotel Panamá

Bom, o Hard Rock Hotel é um Hotel novo, tem menos de dois anos de inaugurado, e está localizado bem na parte mais central da Cidade do Panamá, anexado ao shopping Multicentro, ao Hotel Radisson Decapolis e ao um Cassino (todos fazem parte de um mesmo complexo). A vista em si não é da melhores, já que é cercado por dezenas de outros predios e tem vista parcial da Bahia, além de estar ao lado de um rio usado como esgoto (as vezes fede sim ao redor). Mas o Hotel compensa esse com o luxo e a originalidade!

O Hotel está sendo bastante frequentado, até por celebridades! Ele tem uma super piscina com borda infinita onde você pode esbarrar com um lutador de UFC ou um(a) cantor(a) latino(a).

Os quartes são novos e versáteis, a um preco que não é tão astronômico quanto uma pessoa pensa (há promocoes comecando em USD 99,00 por diária).

Toda a decoracão é super descolada, vale muito a pena conhecer o conceito. Mas a festa mesmo acontece no Lobby, restaurantes e bares! Se você estiver em outro Hotel, vale a pena visitar o Hard Rock.

Bares: há 3 bares no complexo:

  • Stage Bar: com música ao vivo, gratuita, e noites de Rock as sextas.
  • Lobby Bar: com ótimos drinks.
  • BITS Rooftop Bar: na cobertura do Hotel, 62o andar, de onde se tem uma visão panorâmica da cidade (a melhor da cidade, mas só abre de quinta a domingo).
Stage Bar. por http://www.arrakeen.ch
Ciao Restaurant. Hard Rock Hote por http://www.arrakeen.ch
Bar BITS (Cobertura). Foto http://www.hrhpanamamegapolis.com/

Boate:

  • Bling: uma das boates mais requisitas da Cidade do Panamá
Boate Bling. Foto de divulgacao.

Restaurantes: existem 4 no local

  • Ciao: para comer pizzas e tapas espanholas inspiradas em frutos do mar
  • Tauro: uma steakhouse
  • Soy: de comida asiática
  • Baazar: comida Bufeet e Brunchs
Restaurante Baazar: the HRH Panamá

Spa e Academia:

Pontos Negativos:

  • Como nem tudo são flores, no geral, o Hotel deixa a desejar um pouco na parte de servicos (já ouvi algumas reclamacoes, também pelo TripAdvisor). Só que servico de baixa qualidade é quase um regra no Panamá…
  • Os drinks são os mais caros do Panamá.
  • Alguns restaurantes são mais caros que a média de outros restaurantes no Panamá.

 

Ainda assim, creio que vale uma visita, pela diversão, há de se “enfiar o pé na jaca” uma vez na vida! Boa viagem!

 

Cidade do Panamá: pequena Miami? Dubai ocidental?

Já ouvi alguns apelidos e li algumas descrições da Cidade do Panamá, mas creio que as que mais combinam com ela é de “pequena Miami” e/ou “a Dubai ocidental”.

Miami X Panamá: Imagem de http://lifestyle.worldgmn.com

A pequena Miami

Pode-se dizer que, em matéria de “latinidade”, a Cidade do Panamá é sim mais “autêntica” que Miami, afinal, está encravada bem no meio das Américas, formada por uma mescla de raças e onde várias nacionalidades – e sotaques – se encontram: panamenhos, colombianos, venezuelanos, ticos (costa ricenses), nicaraguenses, guatemaltecos, mexicanos, cubanos… Encravada nos trópicos, o calor é igual ao de Miami, a diferença é a época das chuvas, que é mais extensa.

Por sua mescla de culturas, aqui come-se de tudo, e encontra-se praticamente de tudo pra comer, com grande destaque para os frutos do mar (todos), no entanto, se pode encontrar comida de todo o mundo: italiana, francesa, inglesa, alemã, libanesa, japonesa, tailandesa, chinesa, indiana, brasileira…! Além de latina, a Cidade do Panamá também é um caldeirão de nacionalidades!

Por fim, a Cidade do Panamá é um importante centro de compras nas Américas. Nao, o Panamá nao chega a ser mais barato que Miami e Nova Iorque, mas chega muito perto nos preços! Dependendo dos itens, a diferença de preço é entre 5 a 10% (eletrônicos) e no máximo 15% (roupas). O diferencial para escolher o Panamá e nao os EUA, considero os seguintes:

  • Panamá não exige visto de turista para os Brasileiros;
  • O custo de comida (principalmente fast food) e transporte (taxis) é mais barato que os EUA; e
  • O valor da passagem pode compensar a viagem, principalmente se o viajante está indo para o Caribe…
A Cidade do Panamá tem centros comerciais modernos e as melhoras marcas internacionais, assim como Miami, e a moeda, também é o Dólar!
A Cidade do Panamá tem centros comerciais modernos e as melhoras marcas internacionais, assim como Miami, e a moeda, também é o Dólar!

 

Skyline da Cidade do Panamá. Foto por Anderson Alves.
Skyline da Cidade do Panamá. Foto por Anderson Alves.

A Dubai Ocidental

A comparação com Dubai vem do crescimento físico e do arrojo arquitetônico da Cidade, que, nos últimos 10 anos, cresceu de maneira mais rápida que qualquer país do mundo (à uma taxa anual de 10% de crescimento do PIB, em média, por ano!).

Assim, a Cidade do Panamá deixou de ter aquele típico visual e tamanho pacato de cidade centro americana para ser a casa de alguns dos arranha-céus mais altos da América Latina (o que pode ser comprovado pelo desenho do skyline da orla, como visto abaixo). No entanto, não espere ver uma metrópole super populosa como Nova Iorque ou São Paulo, onde não se pode ver o começo ou o fim da cidade. A Cidade do Panamá é relativamente pequena (tem cerca de 1.7 milhões de habitantes), no entanto tem uma mistura interessante de ares de cidade pequena, com arquitetura e ritmo de metrópole…

Ainda, Panamá, assim como Dubai, é um centro de expatriados e de aposentados de várias nacionalidades.

Por fim, assim como Dubai, a Cidade do Panamá tem empreendimentos de engenharia arrojados e semelhante, como:

  • várias partes aterradas, como a Cinta Costeira, inspirada no aterro do Flamengo, do Rio;
  • Uma ilha artificial, aterrada e construida como uma península adentrando o mar, como Dubai;
  • um edifício “curvo” arrojado, de 62 andares (Trump Ocean Club & Hotel), como o Hotel Burj al Arab, em Dubai
Dubai X Panamá: edifícios arrojados...
Dubai X Panamá: edifícios arrojados…
Dubai X Panamá: ilhas artificiais (pra gente muito rica...)
Dubai X Panamá: ilhas artificiais (pra gente muito rica…)

 

Edíficio FF - BBA (O prédio parafuso), foto por Anderson Alves
Edíficio FF – BBA (O prédio parafuso), foto por Anderson Alves

O Clima do Panamá

A primeira coisa ao se planejar qualquer viagem é conhecer o clima do seu destino, por isso, para fugir um pouco do be-a-bá climato-geográfico, também lhes faco uma análise prática do clima no Panamá.

Oficialmente, o clima do Panamá é o do tipo tropical úmido, com uma época chuvosa muito extensa (Maio a Janeiro)  com precipitações que variam de 1,300 a 3,000 mm, e uma época seca curta (Janeiro a Maio). As temperaturas médias de 24oC a 29oC com picos de 32oC.

Na prática, o que você vai encontrar, principalmente na Cidade do Panamá, é:

  • de Janeiro a Maio: Muito sol, calor e umidade relativamente baixa (tipo, minimo 70%)
  • de Maio a Janeiro: Muita chuva, calor e mais umidade ainda (90-95%)
Um lindo dia ensolarado de verão. Foto por Anderson Alves, Casco Viejo.
Um lindo dia ensolarado de verão. Foto por Anderson Alves, Casco Viejo.

Na época chuvosa normalmente o dia nasce claro, com sol bonito e forte e, do nada, por volta das 11 da manha o tempo vira, o céu fecha e é sempre seguro que vai chover a tarde. Só que normalmente as chuvas não se estendem por mais que 1 hora, depois cessam, pode voltar a chover algumas pancadas em áreas isoladas, e o dia fica cinzento (muitas nuvens). Assim que se você quer vir ao Panamá só para conhecer o Canal e fazer compras, não deve sofrer muito com as chuvas nesse período.

O destaque fica por conta nos meses de Outubro e Novembro, de maior intensidade de chuvas, normalmente caem pancadas muito fortes de inundam vários pontos da cidade. Em 2011, por exemplo, choveu tanto que as águas contaminaram as plantas de tratamento de água potável e a cidade teve 1 semana de racionamento de água. Isso é muito ruim pros residentes, pois normalmente as áreas turísticas são muito pouco afetadas, passou a chuva, as coisas voltam ao normal, a não ser por algum reflexo (reação em cadeira) no transito.

No mais, o Panamá não está na zona de furacões, então não há muito perigo de ter um tsunami por aqui…

Agora, se você realmente quer aproveitar o dia, passear bastante, visitar locais e praias, então programa-se para vir entre Janeiro e Maio, o “verão” panamenho, onde faz bastante calor e não chove.

Olha ai, o tempo fechando em plena época de chuvas, Outubro de 2013, por volta do meio dia. Foto por Anderson Alves
Olha ai, o tempo fechando em plena época de chuvas vindo do Oceano Pacìfico, Outubro de 2013, por volta do meio dia. Foto por Anderson Alves
Rua residencial inundada, chuvas de Novembro. Fonte: Jornal La Prensa.

Exceções:

  • Caribe: normalmente chove de maneira mais constante (com pancadas curtas) no Caribe.
  • O lado Pacífico recebe menos chuvas que o Caribe;
  • A zona das praias Blanca e Farrallòn (onde estão os resorts) è reconhecidamente um “cinturão seco”, onde se chove muito pouco, assim mesmo que você veja aquelas nuvens pesadas ao fundo, provavelmente a chuva não vai cair nesta zona…
  • As áreas de montanha: El Valle, Boquete e Cerro Punto, tem temperatura mais moderada (máxima 26oC) e chove bastante também.

 

O Chapéu Panamá que não é Panamenho

Muita gente, quando escuta falar em Panamá, associa, quase que automaticamente, o país ao “Chapéu Panamá” (aquele chapéu que hoje voltou à moda, de palha clarinha e listra negra, que vai bem quase que com tudo é a a alegria dos fashionistas de plantão). Mas pouca gente sabe que o verdadeiro chapéu panamenho não é esse, as outro totalmente diferente.

Acontece que uma imagem vale realmente mais que mil palavras, e a fama ser do Panamá aquele chapéu de palha clara  ganhou o mundo na época da construção do Canal.

Acontece que esse chapéu mundialmente conhecido como “Panamá” é, de fato, feito no Equador, só que na época da construção do Canal do Panamá ele era muito usado pelos trabalhadores, pois protegia toda a cabeça do forte sol tropical.

Mas a sua fama ganhou o mundo, mesmo, quando o Presidente dos EUA,  Theodore Roosevelt, visitou as obras do Canal do Panamá, em 1904, e, usando este chapéu, saiu numa foto operando uma retroescavadeira usada no Canal. Diz a lenda que esse foi o fato decisivo para que o chapéu se consolidasse como “Panamá”.

Clássica foto que eternizou o Chapéu Panamá...
Clássica foto que eternizou o Chapéu Panamá…

 

Mas na verdade, o chapéu típico Panamenho é esse apresentado abaixo… Não tão glamouroso quanto se espera, mas símbolo cultural no país…

O verdadeiro chapéu panamenho...
O verdadeiro chapéu panamenho…

 

Independente do chapéu equatoriano ser “Panamá”, aqui no Panamá você acha ele com facilidade! E quase que, obrigatoriamente, quando alguém descobre que você viaja ao Panamá essa pessoa vai te pede para trazer um chapéu…

Nos shoppings sempre tem uma loja de artesanato que vende os ditos “Chapéu Panamá”. Eles custam entre USD 30,00 a 300,00 (dependendo do modelo, cor e flexibilidade, pois alguns podem ser totalmente enrolados, como um charuto).

Se você quer economizar, melhor deixar para comprar seu chapéu nas banquinhas do Paseo Las Bóvedas, que fica no Casco Viejo do Panamá. Lá os chapéus começam à USD 25,00… 

Agora, se você quiser comprar o verdadeiro chapéu panamenho, esse você vai encontrar na cidade de Penonomé, perto dos resorts de Playa Blanca …

PS: não, não espere chegar no Panamá e ver todos usando um chapéu… Isso é lenda urbana e ficou para histórias lá em meados dos anos de 1950….

Fonte: http://aroundtheworldineightywaves.com

Panamá Viejo: o lado “esquecido” da Cidade

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Hoje vou falar para vocês de um lugar um pouco “esquecido” da Cidade do Panamá, não só pelos residentes, mas também pelos turistas da cidade: o Panamá Viejo (ou ruínas do Panamá “la Vieja”).

Mas atenção, a primeira dica é não confundir Panamá Viejo com o Casco Viejo. O Panamá Viejo é o local onde se iniciou a Cidade do Panamá. Neste sítio arqueológico reconhecido pela UNESCO, foi onde se deu o primeiro assentamento do Panamá, no ano de 1519. Os espanhóis usavam-no de base para explorar a costa do Pacífico (eles chegavam pelo Atlântico (mar do Caribe), atracavam, faziam a travessia de 80km entre os dois oceanos por terra, e continuavam viagem pelo Pacífico para abastecer as colônias e para transportar riquezas de volta para a Europa).

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Via de entrada da Igreja Matriz, Panamá Viejo. Foto por Anderson Alves

Cá pra nós, a cidade antiga do Panamá sempre foi um pouco “pé frio”. Contam os historiadores que em 1621 ela foi parcialmente destruída por um terremoto. Em 1644 houve um incêndio que provocou muitos danos, mas a coisa “pegou fogo” mesmo (com o perdão do trocadilho) em 1671 quando o famoso pirata Henry Morgan incendiou e destruiu toda a cidade, e que basicamente se reduziu as ruínas que se pode ver hoje.

Assim, a população foi movida para a pequena península que se situa perto da entrada do canal, onde foi construida (e fortificada) uma nova cidade, para evitar ataques de piratas. Essa é a que hoje se chama de “Casco Viejo” ou “Casco Antíguo” (mas que é assunto para outro post).

Eu particularmente gosto muito de história, por isso acho o Panamá Viejo um local interessante. Mas há quem não goste, mesmo assim, poderia enumerar outros motivos para a visita – ou não.

O principal fator para uma “não visita” é o tempo: se você tem pouco tempo no Panamá e uma das suas prioridades é compras, então talvez melhor escolher outro ponto turístico, pois o Panamá Viejo fica na direção oposta aos shoppings. da mesma forma, se você gosta de comprar ao menos um artesanato, seu lugar não é o Panamá Viejo.

Localizacao do Panamá Viejo, há uns 7 km do shopping mais próximo (Multiplaza).
Localização do Panamá Viejo, há uns 7 km do shopping mais próximo (Multiplaza).

Agora, vale a pena visitar o local se:

  • Você gosta de história e cultura: é interessante imaginar como a cidade era na época, e como as pessoas viviam sem as comodidades de internet sem fio e fast food de hoje.
  • Se você gosta de caminhar, e de paz: pois é um lugar grande, aberto e verde, tranquilo, em frente a um manguezal, onde você pode caminhar e se desconectar um pouco.
  • Se você gosta de fotografia, pois as ruínas, o verde a e luz do lugar (sem arranha-céus ao redor) proporcionam ótimas condições para você exercer seus dons fotográficos, seja com sua Nikkon D5 ou com seu Iphone munido de filtros do Instagram.

Serviço: Como chegar

  • De taxi: saindo das areas hoteleiras nao deve ficar mais que 8 dolares ida e volta por pessoa, ou 20 dolares um carro fechado. recomendo acertar com o taxista para ele te esperar, pois na area nao passam muitos taxis, principalmente nos fins de semana;
  • Ônibus “Hop on Hop Off”: em média USD 29,00 por pessoa, sendo que você pode descer em outros pontos turísticos várias vezes;
  • De excursão (pacote fechado com agencia de viagens): como eu chamo “método fast food”, você chega com um monte de turista, o guia te explica os fatos históricos principais e te leva em 2 pontos de maior interesse: a Igreja Matriz e o Convento, todo mundo tira foto de todo mundo e 20 minutos depois, já estão de volta ao ônibus. Bom para quem tem pouco tempo e quer praticidade;
  • De carro alugado: pegue a Calle 50 ou a Via Israel até o final (no sentido “Corredor Sur”, mas não entre no Corredor!) e tome a esquerda na Via Cincuentenário até chegar nas ruínas, que estarão à sua direita.

Serviço: Como visitar

  • Paga-se USD 3,00 por pessoa para entrar;
  • Não existem guias turísticos no local para acompanhamento, então ou pesquisa sobre a história do lugar antes, ou desça até o lado oposto da entrada (caminhada de 10 minutos) e comece a visita pelo Centro de Visitantes depois suba para as ruínas de novo, na direção do estacionamento.
  • Leve repelente de mosquitos;
  • Chegue cedo, a entrada fecha as 16h.
  • Leve água, não existem vendedores no local.
  • A torre da catedral (igreja matriz) proporciona boa visão da cidade para tirar fotos.
  • Não saia da área das ruínas em direção ao bairro residencial, pois não é um local, digamos, muito acostumado com turistas…
Átrio do antigo convento, Panamá Viejo. Efeito com app Camera 360 via Samsung SII. Por Anderson Alves
Átrio do antigo convento, Panamá Viejo. Efeito com app Camera 360 via Samsung SII. Por Anderson Alves
Subterrâneo da cadeia, Panamá Viejo. Efeito com app Camera 360 via Samsung SII. Por Anderson Alves
Subterrâneo da cadeia, Panamá Viejo. Efeito com app Camera 360 via Samsung SII. Por Anderson Alves
Uma das antigas avenidas da cidade, Panamá Viejo. Efeito com app Camera 360 via Samsung SII. Por Anderson Alves
Uma das antigas avenidas da cidade, Panamá Viejo. Efeito com app Camera 360 via Samsung SII. Por Anderson Alves

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Fotos a partir da torre da Igreja, vista da Cidade do Panamá. Por Anderson Alves
Fotos a partir da torre da Igreja, vista da Cidade do Panamá. Por Anderson Alves

A aventura de se pegar taxi no Panamá.

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A América Latina, em grande parte, é uma diversão na hora de se pegar táxi (por assim dizer): em Lima, Peru, se deve negociar a tarifa; em Bogotá, Colômbia, fazer um calculo mirabolante para converter o fator do taxímetro em pesos; em Buenos Aires, Argentina, há de se identificar notas pra evitar te passarem notas falsas de troco… Agora, junte isso tudo, adicione uma pitada de transito caótico e um pouco de loucura e você obterá um taxista Panamenho!

Entender como funciona sistema de táxis da Cidade do Panamá, para um “gringo” (ou Brasileiro – onde os táxis funcionam de maneira ordenada, com taxímetro), é um desafio ao bom senso. E eu, morando aqui há quase dois anos, queria tentar ajudar os visitantes desta aventura.

Tenho que admitir que evito tomar táxi a qualquer custo. Para um residente, ter carro na Cidade do Panamá não é questão de luxo, mas item de necessidade básica. Só que, de vez em quando, a necessidade bate à porta, então a gente tem que se municiar de “jogo de cintura”, esvaziar o saco da paciência, tomar fôlego e ir pra rua…

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1)      A primeira regra universal dos táxis no Panamá é que o táxi não funciona como táxi, literalmente, mas sim como um ônibus ou outro transporte público de massa: leva um monte de passageiros de uma vez. Portanto se desnude de qualquer sentimento de possessão ou egoísmo, pois muito provavelmente seu táxi não vai ser exclusivo seu e você vai ter que dividi-lo com outros passageiros que o taxista vai pegando no meio do caminho. Isso é perfeitamente normal e aceito pelo Governo.

         Risco: Nem preciso dizer que isso aumente o risco de roubo, principalmente para mulheres sozinhas e em corridas noturnas.

         Oportunidade: conhecer pessoas e outros turistas legais durante o caminho!

2)      A segunda regra é que você não define a sua rota e nem escolhe seu táxi: o taxista é quem escolhe o passageiro e define a rota que ele quer fazer até o destino final. Então também é perfeitamente normal você querer ir do ponto A ao C, mas a rota do taxista ir somente até o ponto B, e, nesse caso, ele vai te rejeitar como cliente. Ou, ele pode até aceitar ir ao ponto C, mas antes ele pode querer passar pelos pontos D e E pra aumentar a chance de ter mais clientes e ganhar mais.

          Risco: o tempo de a sua viagem aumentar, diminuindo seu tempo de turismo/compras. Passar muito tempo debaixo do sol procurando táxi.

           Oportunidade: fazer um pequeno “city tour” pelo preço de uma corrida normal.

3)      A terceira regra é sempre negociar o preço! Não existe taxímetro no Panamá, teoricamente eles rodam com base numa tarifa fixa, por pessoa, definida pela Autoridade de Transito (ATT&T) que tem diferença de preço se o táxi roda dentro de uma determinada zona ou se faz ligação entre diferentes zonas. Mas eu confesso que nunca entendi essa tabela, são hieróglifos que não consigo decifrar (e milagrosamente os Panamenhos sabem o preço, pois eles não o negociam: falam onde querem ir, entram no táxi, pagam e descem). Se você vir alguém negociando preço com certeza será um estrangeiro que, como eu não entendo bulhufas da tabela de preços.

4)      Taxista, teu nome é tensão: Fique sempre de olho, taxista no volante é perigo constante! Literalmente eles acham que a rua lhes pertence: param em fila dupla, fazem conversão proibida, andam pelo acostamento… Tá certo que passar o dia neste transito caótico acaba com a paciência de qualquer um, mas tem muito taxista que simplesmente ri na cara do Código de Transito: sabe aquelas regras que existem pra ordenar o tráfego? Pois bem, eles fazem exatamente tudo ao contrário. Por isso o risco de se envolver em um acidente durante uma corrida de táxi é alto, use sempre cinto de segurança e cuidado quando for descer do carro!

5) Ser taxista é saber se virar. No meio da tua corrida o taxista pode parar pra abastecer, pode entrar no drive thru do Mcdonalds pra pedir um lanche, pode fazer um pit stop da loja de conveniência pra trocar o dinheiro pra trocar notas altas. Então, como diria a Marta Suplicy: “relaxa e goza”.

ImagemFoto por charlesharker.blogspot.com

DICAS PARA TURISTAS:

  •  Evite pegar táxi de rua à noite estando sozinho;
  •  Verifique se o táxi não é falso: táxis usam placa laranja na traseira, são sempre amarelos com faixa quadriculada na porta e devem ter o numero para placa gravada na porta;
  •  Ao pegar um táxi, anote sempre o número da placa do carro, se algo acontecer, você tem como fazer um BO (no pior dos casos);
  •  Sempre negocia o preço antes de entrar no carro. Aceite que os taxistas sempre vão cobrar mais caro de turistas, mas, mesmo assim, táxi aqui é muito barato (entre USD 2 a 5 dólares por pessoa, dependendo da distancia).
  •  Diga que você quer o táxi exclusivamente pra você, pague um pouco mais se preciso: sua segurança não tem preço!
  •  Se você estiver de grupo, melhor, pois não há risco de dividir táxi com desconhecidos, assim negocie uma tarifa completa para todos, e não por pessoa.
  •  Escolha bem o táxi. Busque táxis mais novos e, já que você vai pagar mesmo, exija o ar condicionado ligado!
  •  O táxi do aeroporto, na verdade, é uma van, e não um carro. Assim você pode escolher ter a van privativa pra você, ou dividir a Van com outros passageiros do aeroporto. Em Julho/2013, o preço individual do aeroporto as áreas dos Hotéis ficava em cerca de USD 30,00. Se dividir o preço pode cair até USD 17,00 por pessoa. Assim, talvez valha a pena reservar um shuttle com alguma agencia de viagens. Pesquise sempre!
  •  Em alguns lugares turísticos, pela distancia, você pode encontrar certa dificuldade para pegar um táxi de volta pro seu Hotel, eles são: Eclusa de Miraflores (canal); Calcada do Amador e Ruínas do Panamá Viejo. Assim pode ser melhor você pedir que o taxista te espere.
  •  A maioria dos táxis aqui são velhos e mal cuidados. Quase todos já bateram, por isso seja criterioso na escolha do seu táxi.
  •  tenha sempre notas pequenas (USD 1, 5 ou 10 dólares) pra facilitar o troco!
  •  Se ao invés de usar o táxi, você preferir ônibus coletivo, tudo bem! Mas tenha em mente que os ônibus não aceitam dinheiro, somente cartão recarregável vendido normalmente nos mercados e drogarias.

No final, sorria sempre! Um sorriso e um “buenos dias” sempre quebram o gelo! Vá com calma pois tudo que eles fizerem é coisa normal aqui, e não que eles vão estar de marcação com você. Por fim, ser Brasileiro ajuda: os taxistas adoram o Brasil!

ImagemFoto por panamarta.blogspot.com

Mas onde fica o como é o Panamá?

Como segundo post, não poderia deixar de abordar um pouco a história do Panamá, assim o potencial visitante pode ter uma idéia básica do Panamá. O texto abaixo foi retirado do site www.visitpanama.com

A história geológica do Panamá é relativamente recente. Há aproximadamente três milhões de anos, uma estreita faixa de terra emergiu do mar como resultado de movimentos tectônicos e atividade vulcânica. Este novo istmo separou as águas do Caribe e do Pacífico, uniu as massas continentais da América do Norte e do Sul, criou o Mar do Caribe e a corrente do Golfo, transformou o clima mundial aquecendo as antes geladas costas europeias e deu origem à savana africana. Deu início também a um massivo intercâmbio da flora e fauna entre norte e sul, atuando como ponte de vida que incluiu o passo dos humanos que povoaram todo o continente.

Desde então, a posição geográfica do Panamá tem um papel predominantemente estratégico, em todos os sentidos. A esbelta silhueta do país mede apenas 80 quilômetros na parte mais estreita, o que permitiu a construção do Canal do Panamá, em meados do século vinte, que voltou a criar uma ligação entre os oceanos.

Mapa, fonte: Panama Offshore

Muito antes, no século XVI, a Espanha havia convertido o Panamá em uma via de cruzamento entre os mares e um centro comercial importante dentro de seu império. A Espanha transportava suas riquezas por meio de barcos até o porto de Portobelo na província de Colón. Dalí, mulas e canoas carregavam a mercadoria através do istmo até a cidade do Panamá para distribuir a suas colônias na costa pacífica da América. Essa concentração de riquezas atraiu piratas e corsários ingleses como Francis Drake, que assolou Portobelo em 1596 e Henry Morgan que saqueou a primeira Cidade do Panamá, em 1671.

Motivada pelos ares de liberdade dos países vizinhos, o Panamá se tornou independente da Espanha em novembro de 1821, para unir-se aos países da Grande Colômbia, compreendidos pela Colômbia, Venezuela e Equador. Porém, o desejo panamenho de converter-se em uma república livre e soberana o levou a separar-se da Colômbia em 3 de novembro de 1903.

Em 1904 se iniciou a construção do Canal do Panamá, considerado a oitava maravilha do mundo, obra que definiu a vocação do território como lugar de passeio e intercâmbio. Hoje, o Panamá é um dos países com maior desenvolvimento da América Central e uma das nações da América de maior desenvolvimento econômico e turístico.

Com um sistema democrático, é considerado um país seguro, pacífico e próspero, à vanguarda em muitos aspectos e com um grande dinamismo. Sua economia está baseada nos serviços, que presta através do turismo, o Canal do Panamá e o centro bancário internacional. Oferece facilidades de primeiro mundo, como centros de chamadas internacionais, modernos centros comerciais, excelentes profissionais e técnicos.